COM A PALAVRA o líder Givaldo Carimbão

O entrevistado dessa edição é o líder do Pros, deputado Givaldo Carimbão (AL). O parlamentar prevê duros debates já no início dos trabalhos da Casa

03/02/2016 às 20:45:00 | 252 visualizações

* Com a palavra é um espaço para exposição de ideias, seja na área política, seja em outro campo do conhecimento, em que parlamentares do Pros terão a palavra para transmitir ao leitor uma mensagem honesta sobre os principais temas que permeiam a atividade parlamentar.

O entrevistado dessa edição é o líder do Pros, deputado Givaldo Carimbão (AL). O parlamentar prevê duros debates já no início dos trabalhos da Casa. O líder fez questão de ressaltar que permanece firme com os seus ideais, mas que “o Congresso possui responsabilidade quanto ao que aprova, principalmente, porque reflete, diretamente, na vida do cidadão brasileiro”, disse.

Como foi pautada a atuação do Pros em 2015?

A bancada do Pros, na situação e base do governo, enfrentou matérias polêmicas e de suma importância para a população e para o País. Nesse sentido, o Pros funcionou em defesa da sociedade brasileira, marcando sua posição dentro do Congresso Nacional.

Diante de um cenário político delicado, qual será o posicionamento do Pros em 2016?

Nós temos que ter um Congresso forte e a unidade da base, principalmente. Eu que faço parte do Pros, como líder, e que já liderou a bancada por três anos, vamos estar juntos à presidenta Dilma para tralharmos e enfrentarmos essa crise nacional. Nós temos compromisso com o País, com o governo Dilma, e o Pros estará unido em prol dos interesses da nação.

Quais os principais debates, em sua opinião, que ocorrerão no Plenário Ulysses Guimarães já no início da Sessão Legislativa Ordinária de 2016?

Após o recesso, naturalmente, liderará uma discussão plena sobre o processo de impeachment na Câmara. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a indicação é dos líderes com relação à escolha dos que irão integrar o Conselho de Ética da Casa, no julgamento de seu presidente, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).  Parece-me que os primeiros dias serão voltados para a discussão em torno do processo de impeachment da presidenta Dilma, que nasce morto, em minha avaliação. Durante o recesso parlamentar, andando por Alagoas, o meu Estado, não vi ninguém me cobrar para votar pela retirada do mandato da presidenta Dilma. Então, parece-me que dois assuntos dominarão as discussões no primeiro semestre: o primeiro, a questão do impeachment da presidenta. O outro assunto, a cassação do mandato do presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Neste caso, sim, eu sinto que a população quer. Já para o segundo semestre, teremos outro cenário, com as eleições municipais. Como o Congresso é uma Casa política, ele também viverá esse momento político.

Qual a responsabilidade do Congresso Nacional diante de tantos processos e votações importantes para o País?

Sem dúvidas, há responsabilidade. A presidenta tem se relacionado, sim, com o Congresso Nacional. A presidenta está buscando dialogar com o Parlamento. Eu sempre disse: todos os poderes [da República] são independentes, porém a Constituição Federal (88) diz que eles são harmônicos, e acredito que essa relação [de aproximação] entre o Legislativo e o Executivo é importantíssima. Nós fomos às ruas pedir votos durante a última campanha presidencial, então nós temos o compromisso com a governabilidade. Nós estamos no Legislativo, mas fomos também às ruas pedir votos para a presidenta Dilma, então temos o compromisso com o governo e, certamente, com o povo. O partido tem se posicionado claramente pela governabilidade do País.

Temos que vencer essa crise.

Não adianta ficarmos

discutindo quem levará o título

no campeonato de futebol

Com a aproximação das Olimpíadas no Rio, como a base se posiciona diante de cenários tão distintos na composição da agenda política do País?

A grande pauta, com todo respeito à parte esportiva liderada pelo Brasil neste momento, é a crise, seja ela política, seja econômica. É importante, claro, uma Olimpíada para o Brasil, assim como foi a Copa do Mundo realizada no ano passado. Agora, muito mais importante, é colocar comida no prato do brasileiro. E para isso, nós temos que vencer a crise política, assim como a econômica. Para mim, confesso, se eu tiver que dedicar meu mandato nesse ano, com todo o respeito às Olimpíadas e avaliando que há setores responsáveis pelo evento, será para garantir mais emprego à população brasileira. Tenho visto muitas empresas quebrando, faltando emprego, e a sociedade preocupada financeiramente. Eu acho que o foco é esse: vencer a crise política, para enfrentarmos e vencermos a crise econômica, e, só depois, pensarmos em carnaval ou em futebol. Para mim, o futebol está em terceiro lugar. Meu mandato é para representar o povo e a sociedade, portanto, tenho direito de falar o que penso. Antes de falarmos sobre as Olimpíadas e a Copa do Mundo, devemos colocar o feijão e o arroz no prato do trabalhador. Temos que vencer essa crise. Não adianta ficarmos discutindo quem levará o título no campeonato de futebol. Nós temos que garantir saúde, emprego e moradia para o trabalhador brasileiro. Nesse momento, precisamos de união entre os deputados e o governo federal para vencermos a crise. A nossa dedicação e o nosso esforço devem ser nessa direção. 

Redação PROS na Câmara

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