População masculina tem dificuldade cultural de procurar ajuda médica, afirma Dr. Jorge Silva

O debate ocorreu no 8° Fórum de Políticas de Políticas Públicas de Saúde do Homem realizado pela Comissão de Seguridade Social e Família.

19/11/2015 às 12:20:00 | 196 visualizações

No 8° Fórum de Políticas de Políticas Públicas de Saúde do Homem realizado pela Comissão de Seguridade Social e Família, na terça-feira (17), foi consenso entre os especialistas que as barreiras sociais acabam dificultando o acesso dos homens à saúde no País. “A população masculina tem uma dificuldade cultural de procurar ajuda médica”, disse o deputado Dr. Jorge Silva (PROS-ES), que propôs o debate.

“Esse tipo de encontro é extremamente importante para a relação entre o Parlamento e a sociedade. A divulgação de informações, por parte de especialistas na saúde do homem, pode ser muito conveniente e oportuna para a promoção, proteção e recuperação da saúde,” afirmou o parlamentar.

Para Angelita Elisabete, coordenadora da Área Técnica de Atenção à Saúde do Homem do Ministério da Saúde, é preciso que o público masculino seja alvo dos meios de comunicação,  estimulando-os a procurar sozinho meios para preservar a sua saúde. “O homem acessa o sistema do SUS por meio da atenção especializada ou de urgência, o que leva a mais sofrimento”, comentou Angelita.

Segundo Rômulo Maroccolo Filho, representante da Sociedade Brasileira de Urologia, há divergências na comunidade médica em relação ao rastreamento do câncer de próstata, um dos tipos de neoplasia que mais afeta o gênero. Apesar dos esforços de garantir a campanha a favor dos testes preventivos para a população, o Instituto do Câncer já anunciou em nota que não recomendava as ações por receio de falsos positivos. Para Rômulo, isso é um retrocesso. “Voltaríamos à mesma situação clínica dos anos 80, antes do PSA (Antígeno Prostático Específico), teste para diagnosticar o câncer. Naquela época, 70% dos casos remediados já estavam avançados”, comentou. Para ele, a melhor solução para o impasse seria o screening oportunístico, método que prioriza grupos mais propensos à doença como afrodescendentes e pessoas com histórico familiar.

O diretor de Relações Governamentais e Representante da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Luiz César Nazário Scalara, falou ainda sobre problemas cardíacos nos homens, e a professora Carmita Abdo, representante da Associação Brasileira de Psiquiatria, mencionou casos psiquiátricos que atingem o público masculino.

Com informações da Comissão de Seguridade Social e Família. 

Redação PROS na Câmara

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