Uma em cada cinco meninas é abusada sexualmente antes de completar 18 anos, afirma debatedora

Segundo a diretora da Microsoft, Vanessa Fonseca, achar uma imagem específica de pornografia infantil é “como achar uma agulha no palheiro”.

19/10/2015 às 15:25:00 | 213 visualizações

“Ainda não existe fórmula para combater crimes contra crianças na internet, mas a Microsoft está sempre desenvolvendo mecanismos para acabar com o problema. Essa é uma das prioridades do nosso trabalho”, afirmou a diretora da Unidade de Combate a Crimes Cibernéticos da Microsoft Brasil, Vanessa Fonseca. A resposta foi dada a um questionamento feito pelo deputado Rafael Motta (PROS-RN) durante audiência pública da CPI dos Crimes Cibernéticos, que perguntou sobre as ações da empresa para acabar com esse tipo de crime. 

A diretora da Microsoft explicou que há um material, elaborado em parceria com o Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.br), disponível na internet sobre educação de crianças no ambiente virtual. “A Microsoft está imprimindo e distribuindo esse material em todos os fóruns que participa. Essa é uma das nossas iniciativas relacionada à segurança na rede”, disse Vanessa, que informou que 1,8 bilhão de imagens são salvas e compartilhadas diariamente. “Achar uma imagem específica de pornografia infantil é como achar uma agulha no palheiro. Uma em cada cinco meninas é abusada sexualmente antes de completar 18 anos. E em relação aos meninos, isso acontece com um em cada 10”, afirmou.

Outro ponto levantado pelo parlamentar foi sobre a utilização, no Brasil, da tecnologia PhotoDNA, doada pelo Microsoft ao Centro Internacional de Proteção a Crianças Exploradas e Desaparecidas, que ajuda a encontrar imagens de crianças exploradas. “Essa tecnologia ainda está em fase experimental no País, mas tanto o Ministério Público quanto a Polícia Federal já estão utilizando. É um recurso que tem se mostrado importante e acredito que daqui para frente se tornará cada vez mais utilizado e eficiente”, explicou a diretora.

O deputado Rafael Motta é sub-relator da matéria que investiga crimes contra crianças e adolescentes no ambiente virtual, principalmente fatos ligados à pedofilia. 

Redação PROS na Câmara

Sem tags