Rafael Motta cobra explicações sobre casos de pedofilia na internet

Para o parlamentar, é preciso estimular os usuários a denunciarem esse tipo de crime.

28/08/2015 às 15:26:00 | 258 visualizações

Em audiência pública da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Crimes Cibernéticos, nessa quinta-feira (27), o deputado Rafael Motta (PROS-RN) cobrou explicações aos diretores do Google, Facebook, Yahoo! e Twitter sobre casos de pedofilia na internet. O parlamentar, subrelator da CPI, citou vários casos de vídeos de crianças com conteúdo sexual, incluindo comentários degradantes. “Por meio de uma pesquisa rápida, é fácil encontrar imagens fortes de vídeos no youtube que fazem apologia ao abuso sexual infantil. Isso não pode continuar, vamos investigar quais são os perfis que alimentam a rede com crimes de pedofilia. É preciso estimular os usuários a denunciarem esse tipo de comportamento. Que ações o Google e o Facebook desenvolvem para combater esses crimes?”, questionou Motta.

De acordo com o diretor do Google Brasil Internet, Marcel Leonardi, os filtros automáticos têm falhas, e não é possível uma análise prévia de todo o conteúdo divulgado na rede. “O YouTube recebe 300 horas de material por minuto. É um volume avassalador. É preciso haver a denúncia para que possamos agir”, salientou Marcel. “Nenhuma ferramenta tecnológica vai ser totalmente eficaz; dependemos das denúncias”, completou o diretor do Facebook , Bruno Magrani. Os diretores ressaltaram a importância da educação das crianças e adolescentes para uso da internet e informaram que as plataformas disponibilizam material explicando a forma mais segura de se comportar na rede.

Segundo os diretores, as denúncias de violência sexual contra crianças são enviadas para o órgão americano NCMec (National Center for Missing and Exploited Children), que cataloga e criptografa todas as imagens, impedindo que sejam novamente divulgadas. “Essas tecnologias foram desenvolvidas para detectar os casos de abuso sexual infantil de forma automática (por algoritmo)”, disse Marcel Leonardi.

Os diretores informaram ainda que retiram de suas páginas, sem necessidade de ordem judicial, os conteúdos referentes à violência sexual contra crianças e adolescentes, os discursos de ódio (por exemplo, envolvendo preconceito de raça e gênero), e as imagens e vídeos de nudez e atos sexuais divulgados sem o consentimento dos envolvidos (“pornografia de vingança”).

Também participaram do debate, o diretor de Relações Governamentais do Twitter Brasil, Felipe Magrim; e o diretor Jurídico do Yahoo! Brasil, Diego Gualda. As quatro empresas disponibilizam ferramentas para denúncias, que são analisadas por suas equipes.

Redação PROS na Câmara

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