Beto Salame ressalta seu compromisso em defesa às vítimas da ditadura militar durante a Guerrilha do Araguaia

“A meta é que todos os requerimentos de anistia referentes a esse período sejam julgados até o final do ano”, afirma o parlamentar.

25/08/2015 às 15:54:00 | 226 visualizações

O deputado Beto Salame (PROS-PA) ressaltou, nesta terça-feira (25), durante sessão da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, seu compromisso em defesa às vítimas da ditadura militar durante a Guerrilha do Araguaia e afirmou que vai lutar para que todos os requerimentos de anistia referentes ao período sejam analisados o mais breve possível.  Na pauta da sessão constavam 187 processos para jugalmento. “Tenho interesse político, moral e ideológico para que todos esses casos sejam logo julgados, principalmente porque envolve uma região na qual tenho amigos e familiares. O nosso objetivo é somar forças para que a comissão julgue todos os processos e possamos virar essa página”, afirmou o parlamentar.   

A Guerrilha do Araguaia foi um movimento que ocorreu entre 1967 e 1974 e foi marcada por confrontos armados entre militantes do Partido Comunista do Brasil (PC do B) e as Forças Armadas brasileiras na região do Rio Araguaia. Para Salame, a concessão da anistia é um reconhecimento do trabalho realizado e do papel histórico que essas pessoas tiveram naquela época. “É uma forma de o Estado reparar não só financeiramente, mas também moralmente as vítimas da ditadura militar e diminuir o sofrimento daqueles que viveram momentos de perseguição e temor”, disse.

Segundo informou o presidente da Associação dos Torturados na Guerrilha do Araguaia, Sezostrys Alves, ainda há cerca de 400 processos aguardando o julgamento. A indenização, concedida aos anistiados políticos, explicou Alves, pode ser feita em prestação única ou prestação mensal, permanente e continuada. A primeira consiste no pagamento de 30 salários mínimos e é concedida a todos aqueles que não puderem comprovar vínculos com a atividade laboral. A parcelada beneficia os que comprovam vínculos trabalhistas e tem valor igual a de dois salários mínimos.

“Antes do julgamento, a comissão investiga e comprova todos os fatos que descrevemos no processo. Nesta sessão de hoje, até o momento, 17 anistiados serão indenizados com a parcela mensal e outros 15 com a prestação única”, informou.

A Comissão de Anistia, criada em 2001, é vinculada ao Ministério da Justiça e analisa os pedidos de indenização formulados por pessoas que foram impedidas de exercer atividades econômicas por motivação exclusivamente política entre 1946 e 1988.

 

Redação PROS na Câmara

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