Parlamentares terão encontro quinzenal com representante do ministério do Desenvolvimento

O objetivo das reuniões é construir alternativas aos impactos negativos da Lava Jato na economia e no emprego.

09/07/2015 às 15:21:00 | 204 visualizações

Em audiência com o ministro do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, na terça-feira (7), o deputado Valtenir Pereira (PROS-MT) reafirmou que é preciso adotar providências para a retomada dos investimentos nas grandes empresas de engenharia do País. “Executivos que andaram fora da lei estão sendo investigados, mas não podemos cortar o crédito das empresas. É preciso evitar a bancarrota dessas instituições e a perda de milhares de emprego no País”, afirmou o parlamentar.

O encontro reuniu mais de 30 entidades de trabalhadores e empresas afetados pela operação, além de parlamentares integrantes do fórum permanente que estuda a construção de alternativas para os impactos negativos da Operação Lava Jato. Durante a audiência foram relatadas todas as ações desenvolvidas, desde março, pela Comissão Fiscalização Financeira e Controle para tratar do tema.

O ministro Monteiro disse que o governo acompanha os desdobramentos da operação com “o maior interesse e absoluta consciência”. E que, “de modo objetivo, dentro de um tempo determinado e com todo esforço”, é preciso, de forma conjunta – trabalhadores, empresários e governo - construir uma “agenda realista e encaminhá-la com urgência e soluções possíveis.” O ministro designou o secretário executivo da pasta, Ivan Ramalho, para se reunir semanalmente com a uma comissão formada por trabalhadores e empresas, e quinzenalmente com os integrantes do fórum para dar andamento aos trabalhos.

O deputado Vicente Cândido (PT-SP) apontou como entrave aos possíveis acordos de leniência entre governo e empresas envolvidas na operação a Lei Anticorrupção que, segundo ele, da forma como está, não tem condições de abarcar um evento como a Lava Jato. O deputado disse que o aprimoramento da lei está sendo feito e que já está bem adiantado. “Estamos fazendo a reformulação da norma. Avançamos bastante nosso diálogo com o Ministério Público, a Advocacia-Geral da União e Controladoria-Geral da União, para, de forma célere e com segurança jurídica para as partes, elaborar uma lei que possa ser a luz do dia para empresas e trabalhadores”. O deputado frisou que não se pode “acobertar” ilícitos e que tudo tem de ser apurado, mas que não pode ser “um processo que não acabe nunca. É preciso deixar a economia andar”, ressaltou.

Com informações da assessoria de imprensa da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle. 

 

Redação PROS na Câmara

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