Projeto de siderúrgica no Pará será tema de audiência na Comissão da Amazônia

O debate vai analisar a suspensão das obras de construção dos Aços Laminados no estado.

01/07/2015 às 16:43:00 | 239 visualizações

A Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia (Cindra) vai discutir a situação das obras de construção dos Aços Laminados do Pará (ALPA), na cidade de Marabá. O requerimento para a realização do debate é de autoria do deputado Beto Salame (PROS-PA) e foi aprovado, nesta quarta-feira (1), na comissão. "As obras estão suspensas porque o governo federal retirou do orçamento do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) deste ano uma hidrovia crucial à siderúrgica", disse.

Segundo informou Beto Salame, o cronograma de implantação do projeto está suspenso porque a Vale aguarda solução em relação à infraestrutura logística para a região, como a Hidrovia Araguaia-Tocantins, fundamental para a implantação do empreendimento e para o desenvolvimento do estado, por servir como corredor para recebimento de insumo e escoamento da produção da Alpa.

“Essa paralisação deu margem ao anúncio de que o projeto da siderúrgica tinha sido transferido para o Porto de Pecém, no Ceará. Em razão da notícia, em maio deste ano, centenas de populares invadiram o terreno destinado à construção da Alpa, alegando que, se o projeto de aços laminados não seria implementado, a área deveria ser utilizada ao menos para promover habitação de famílias sem teto”, explicou o parlamentar.

Além da usina siderúrgica para produzir placas e aços laminados, o empreendimento compreende: a construção de um acesso ferroviário, para receber o minério de ferro de Carajás; e a construção de um terminal fluvial no rio Tocantins, para receber o carvão mineral e fazer o escoamento da produção siderúrgica até o Terminal Portuário de Vila do Conde, em Barcarena (PA). “Esse projeto siderúrgico é muito importante para a economia do Pará, com a possibilidade de geração de centenas de postos de trabalho e a captação de investimentos locais que estão prejudicados em razão da suspensão das obras. É por isso que é preciso esclarecer e debater  todas as questões relevantes em torno do tema”, defendeu. 

Redação PROS na Câmara

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