Ronaldo Fonseca critica preconceito a ex-homossexuais

Segundo o parlamentar, essas pessoas acabam sofrendo perseguição e discriminação porque decidiram mudar a opção sexual.

25/06/2015 às 18:03:00 | 273 visualizações

Em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Minoria, que discutiu os problemas enfrentados por pessoas que deixaram de ser homossexuais, o deputado Ronaldo Fonseca (PROS-DF) criticou o preconceito a ex-homossexuais.“Essas pessoas hoje sofrem perseguição e discriminação até pela negação da possibilidade de mudança. Porque não admitir que alguém que nasceu heterossexual e por algum motivo entrou na prática homossexual e agora se encontra novamente na sua originalidade, isso não pode acontecer? Não se pode negar um fato que acontece na nossa sociedade. Se existe alguém que antes era heterossexual e depois se vê como homossexual, é claro que pode existir o contrário”, ressaltou Ronaldo Fonseca.

A psicóloga especialista em Saúde Mental e Filosofia de Direitos Humanos, escritora e conferencista Marisa Lobo também defendeu a existência de ex-homossexuais. “Eles são duplamente discriminados, porque quando eram homossexuais tinham discriminação em sua família e na sociedade e agora também nos grupos em que viviam.”

Segundo ela, os programas de televisão ridicularizam os ex-homossexuais porque não sabem como eles são por dentro. “Essas pessoas são seres humanos e devem ser respeitadas. Vamos começar agora um movimento de respeito, você pode ser o que quiser ser, na sua orientação e opção.”

Homossexualidade
Ronaldo Fonseca questionou os debatedores sobre a questão de a homossexualidade ser considerada doença ou não. “O CID 10, que classifica internacionalmente as doenças e os problemas relacionados à saúde, não foi revogado e trata os transtornos sexuais como uma disfunção. Então como é possível afirmar que o homossexualismo não é uma doença?”, questionou o parlamentar.

Segundo o vice-presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP), Rogério de Oliveira Silva, a Resolução 01/99 da entidade definiu que a homossexualidade não constitui doença, distúrbio ou perversão. Já o especialista em políticas sobre drogas e mestre em Saúde Pública Claudemiro Soares Ferreira afirmou que a homossexualidade é uma doença. “A Organização Mundial de Saúde e o Conselho Federal de Psicologia são entidades políticas. O que temos na ciência é que a homossexualidade é doença”, explicou. 

A audiência foi solicitada pelo pastor Marco Feliciano (PSC-SP).

Redação PROS na Câmara

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