Carimbão assina nota de repúdio contra utilização de símbolos religiosos em parada gay

O deputado é o presidente da Frente Parlamentar Mista Católica Apostólica Romana.

11/06/2015 às 18:25:00 | 220 visualizações

Diversos deputados, principalmente ligados ao movimento cristão, protestaram nesta quarta-feira (10), em Plenário, contra a utilização de símbolos religiosos cristãos na Parada do Orgulho LGBT, que ocorreu no último fim de semana, em São Paulo. No desfile, uma transexual seminua desfilou pregada a uma cruz, simulando a crucificação de Cristo. Uma nota de repúdio, assinada pelo deputado Givaldo Carimbão (PROS-AL), presidente da Frente Parlamentar Mista Católica Apostólica Romana, e pelo deputado Alan Rick (PRB-AC), presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Vida e da Família, foi lida na tribuna da Câmara.

O coordenador da Frente Parlamentar Evangélica, deputado João Campos (PSDB-GO), leu nota de repúdio. “Afrontar as crenças de milhares de brasileiros não assegura a ninguém o direito de ser igual. Não é pela força que se defende ideias, mas com a força dos argumentos. Não nos calaremos diante da atitude de intolerância”, disse.

“Não foi justo o que foi feito com o sacramento e com a nossa fé. Pegar uma pessoa vestida de Papa e colocar uma camisinha como uma hóstia? Para nós é sagrada e simbólica a hóstia sagrada. Imagine pegar um transexual e colocar num crucifixo, em uma cruz, que para nós, católicos, é sinal de salvação”, afirmou Carimbão.

O deputado Ronaldo Fonseca (PROS-DF) também participou do protesto.

Projeto de lei
O deputado Rogério Rosso (PSD-DF) comentou a apresentação de requerimento de urgência para um projeto de lei apresentado por ele na última segunda-feira que torna a intolerância religiosa crime hediondo, com pena de até 8 anos (PL 1804/15). “Isso [o uso de símbolos cristão na parada gay] é o contrário da tolerância religiosa”, disse.

Para ele, o ato dos deputados em Plenário é uma representação da união dos cristãos contra uma atitude que classificou de blasfêmia e de intolerância religiosa.

Com informações da Agência Câmara.

 

Redação PROS na Câmara

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