Carimbão cobra pagamento do subsídio da cana-de-açúcar prevista na MP 635/13

Segundo o parlamentar, apesar de a medida ter sido sancionada, o valor ainda não foi pago para o produtor e para os empresários.

10/06/2015 às 15:47:00 | 236 visualizações

Em comissão geral sobre a crise do setor sucroalcooleiro, realizada nesta quarta-feira (10), o deputado Givaldo Carimbão (PROS-AL) cobrou o pagamento do subsídio da cana-de-açucar previsto na MP 635/13 sobre Seguro-Safra. O texto, relatado pelo parlamentar, estabelecia a prorrogação, por mais um ano, do pagamento pelo governo de subvenção aos produtores de cana-de-açúcar e de etanol do Nordeste, afetados pela seca na região em 2012/13.  Segundo Carimbão, o valor ainda não foi pago. “A presidente sancionou a medida, mas até hoje não conseguiu cumprir com o pagamento desse subsídio, nem para o produtor, nem para os empresários”, afirmou.

O deputado ressaltou também a falta de condições oferecidas pelo governo ao produtor rural, o que acaba resultando em problema populacional. “Antes 70% da população vivia no campo e 30% nas cidades, hoje esse percentual subiu para 60%. Isso porque o governo não tomou providências para fixar o homem no campo, dando-lhe condições para produzir”, ponderou. Além disso, continuou Carimbão, os governos não têm dado a atenção necessária e o suporte para o setor, que é fundamental para a economia e para as questões sociais.

Energia limpa
Para o presidente da Associação dos Plantadores de Cana do Oeste do Estado de São Paulo e da região Centro-Sul do Brasil, Manoel Ortolan, o Brasil deixa passar a oportunidade de ter posição de destaque na produção de energia limpa, baseada na cana-de-açúcar e na biomassa. Ele ressaltou que líderes do G-7, cúpula dos chefes de Estado e de governo de Estados Unidos, Canadá, Japão, Alemanha, França, Reino Unido e Itália, anunciaram ontem a intenção de banir os combustíveis fósseis de seus países até 2100.

A diretora-presidente da União da Indústria de Cana de Açúcar (Unica), Elizabeth Farina, acredita que primeiro é preciso recuperar o setor para depois retomar o crescimento. “O setor pode alavancar o desenvolvimento econômico nas regiões onde está implantado e gera profundas perdas quando entra em crise”, observou.

Segundo ela, essa ação estratégica para o setor deve envolver a retomada dos impostos sobre combustíveis fósseis e a prioridade para o etanol e para a energia de biomassa na matriz energética, entre outras iniciativas. Ela lembrou que o Brasil já teve experiência bem sucedida na substituição dos combustíveis fósseis por energia limpa.

O presidente da Frente Parlamentar pela Valorização do Setor Sucroenergético, deputado Sergio Souza (PMDB-PB), também lamentou que o Brasil tenha deixado de lado o programa de etanol nos últimos quatro anos e ressaltou que ele precisa ser retomado. “O Brasil precisa apresentar solução para o clima e para o meio ambiente, e a solução está no nosso setor”, disse. “O setor garante para o País renda e qualidade de vida”, complementou o deputado Zé Silva (SD-MG).

Com informações da Agência Câmara. 

Redação PROS na Câmara

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