Hugo Leal manifesta indignação com aumento no valor do gás natural

O parlamentar, em Plenário, solicitou que a Petrobras preste esclarecimentos sobre a política de preços praticada pela companhia.

03/06/2015 às 16:33:00 | 136 visualizações

O deputado Hugo Leal (PROS-RJ), em Plenário nessa terça-feira (2), afirmou ter recebido com muita indignação a informação sobre o aumento do preço do gás natural que a Petrobras prevê para junho e julho e a intenção da retirada integral do desconto que se tem aplicado desde 2011 aos contratos de Não Produção (NPP). Segundo o parlamentar, a falta de previsibilidade gera forte impacto sobre os diversos segmentos que utilizam o gás natural. “Investimentos que são pensados para os próximos três anos são postergados e muitas vezes perdidos devido à falta de clareza e a inexistência de uma política de preços”, ponderou o parlamentar.

Atualmente no Brasil os preços dos combustíveis dependem da variação do dólar e do barril do petróleo. Porém, como ocorreu em janeiro deste ano quando o preço do barril chegou aos US$ 50, não houve redução do preço da gasolina no mercado nacional. “Hoje há uma defasagem média de 8% entre os preços da gasolina no mercado nacional e o internacional, portanto deveria ser aplicado o reajuste, mas o preço se manteve estável e este cenário se repete para todos os combustíveis. O País está novamente na contramão com o aumento do gás natural”, ressaltou.

Na avaliação de Hugo Leal, com a atual falta de uma regra clara de reajuste praticada pela Petrobras, os grandes consumidores industriais encontram um cenário de incertezas, aumentando o risco dos seus investimentos no Brasil. “Esta incerteza, no momento atual, agravaria a crise que estamos vivendo e tem reflexos imediatos na geração de empregos na indústria”, declarou.

De acordo com o parlamentar, o mercado residencial, que apresentou um crescimento de 11% no último mês, também seria muito afetado. “Este mercado, apesar de ainda pequeno no Brasil, movimenta as economias estaduais, gerando empregos na construção de redes e gestão de clientes. O segmento de cogeração cresceu 6,6 % em março, contribuindo para a redução da crise hídrica e da importação de GNL. Um aumento do preço do gás certamente afetará os investimentos neste segmento”, informou.

Hugo Leal solicitou que a Petrobras, por meio de seu diretor de gás e energia, preste esclarecimentos sobre a política de preços praticada pela companhia. “É preciso que a estatal nos repasse essas informações, uma vez que o gás natural ocupa papel fundamental na matriz energética brasileira como um energético desenvolvimentista, criador de infraestrutura, empregos e renda”. 

Com informações da assessoria do deputado Hugo Leal. 

Redação PROS na Câmara

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