“CPI da Violência contra Jovens Negros cumpre seu papel no Espírito Santo”, afirma Dr. Jorge Silva

Para o parlamentar, a discussão irá contribuir na formulação de políticas públicas que irão combater o problema.

01/06/2015 às 16:34:00 | 187 visualizações

O deputado Dr. Jorge Silva (PROS-ES) participou, nesta segunda-feira (1), de audiência pública da CPI da Violência contra Jovens Negros e Pobres no Espírito Santo. A comissão apura as causas, consequências, custos sociais e econômicos da violência, morte e desaparecimento desses jovens no País. A discussão, solicitada pelo parlamentar e pelo deputado federal Evair de Melo (PV-ES), ocorreu na Assembleia Legislativa do estado e contou, dentre outros, com a presença do presidente da CPI, Reginaldo Lopes (PT-MG) e a relatora do colegiado, Rosângela Gomes (PRB-RJ).

“Acredito que a CPI cumpriu sua missão no Espírito Santo. O encontro foi extremamente positivo onde foi possível ouvir diversos representantes de movimentos sociais e de organizações não governamentais. Com tantos casos de violência contra a população jovem e negra era preciso que o tema fosse debatido no estado. A discussão irá contribuir na formulação de políticas públicas que irão combater o problema”, afirmou Dr. Jorge.

Durante o encontro, o deputado Reginaldo Lopes esclareceu que um dos objetivos da CPI é apresentar um plano nacional de enfrentamento a altas taxas de homicídios, propondo um conjunto de ações para que, em dez anos, os índices de assassinatos caiam. “A CPI vai apresentar uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) pedindo a criação de um sistema integrado de segurança pública entre municípios, Estados e a União. Queremos tirar o genocídio de jovens negros da invisibilidade, pois há um silêncio na sociedade sobre isso”, disse.

Violência
Segundo dados da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, o homicídio é a principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos, em sua maioria negros e moradores de periferias. O estudo “Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência e Desigualdade Racial 2014”, realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com a Unesco, aponta que o risco de um jovem negro ser assassinado no Brasil tem aumentado e supera em 2,5 vezes a possibilidade de um jovem branco ser vítima de homicídio.

 O estudo apontou ainda que a taxa de jovens negros assassinados por 100 mil habitantes subiu de 60,5, em 2007, para 70,8, em 2012. Dos 60 mil homicídios anuais no Brasil, 80% têm como vítimas jovens negros. O relatório também apresenta um indicador inédito, o Índice de Vulnerabilidade Juvenil - Violência e Desigualdade Racial, medido em uma escala que vai de 0 a 1. O Espírito Santo é o sexto do país em que os jovens são mais vulneráveis, com coeficiente de 0,496, o que é considerada alta vulnerabilidade, sendo o Estado da Região Sudeste em que os jovens são mais vulneráveis.

Com informações da Assembleia Legislativa do Espírito Santo.

 

 

 

Redação PROS na Câmara

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