Carimbão cobra políticas públicas de combate às drogas

Segundo o parlamentar, nenhum estado brasileiro adota medidas de prevenção.

27/05/2015 às 14:02:00 | 143 visualizações

Em audiência pública na Comissão de Seguridade Social e Família, nessa terça-feira (26), sobre o uso de drogas lícitas e ilícitas na infância e na adolescência, o deputado Givaldo  Carimbão (PROS-AL), que relatou a proposta de política de combate às drogas na Legislatura passada, lamentou que depois de quatro anos nada tenha avançado no País. "Nenhum estado brasileiro adota políticas de prevenção. Visitei os 27 estados três vezes e não encontrei nada. Dinheiro tem, mas não está usando o que tem", afirmou.

Segundo informou o parlamentar, em 1970 o Brasil tinha 90 milhões de habitantes, sendo 30 mil presidiários. Atualmente, o número de habitantes cresceu para 200 milhões e passou a ter 700/800 mil presos. “A população aumentou em 100%, enquanto a quantidade de presos subiu cerca de 2.000%. Onde é que estão as políticas de prevenção de drogas neste País? Um dos problemas é que existe uma Secretaria Nacional de Políticas Públicas, mas que não consegue ser ouvida”, comentou.

Crack
Segundo pesquisa do Ministério da Saúde apresentada pelo secretário Nacional de Políticas sobre Drogas, Vitore Zilio Maximiano, 50 mil adolescentes já consomem crack em todas as capitais do País. Eles representam 14% dos usuários. O secretário reconheceu que o número é preocupante e disse que o levantamento serve para nortear as políticas de prevenção que devem focar em crianças e adolescentes. "Na prevenção, devemos alertá-los sobre os riscos, por isso investimos na capacitação de 200 mil professores da rede pública para trabalhar com esse tema", informou.

Segundo Maximiano, o orçamento da secretaria deste ano é o maior da história e soma R$ 330 milhões sendo R$ 30 milhões de emendas parlamentares. "Tal a preocupação dos integrantes dessa Casa com o problema", disse.

Prevenção 
Também participou da audiência o  coordenador de Saúde Mental do Ministério da Saúde Roberto Kinoshita. De acordo com ele, estudos mostram que o impacto de campanhas midiáticas de prevenção ao uso de drogas é quase nulo, por isso o Ministério trouxe do exterior metodologia de trabalho para crianças e adolescentes, que foi testada em 15 cidades, no ano passado. "Os resultados foram muito positivos", comemorou.

A metodologia é lúdica e aplicada pelo professor em sala de aula para desenvolver habilidades sociais das crianças. Um segundo tipo trabalha a o fortalecimento das relações familiares e foi testado em 100 famílias do Distrito Federal. Ele informou que os dois métodos serão transformados em políticas nacionais.

Com informações da Agência Câmara.

Redação PROS na Câmara

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