Ministra da Igualdade Racial afirma que racismo pode influenciar escolhas afetivas

A afirmação de Nilma Gomes foi dada em resposta a questionamento do deputado Dr. Jorge Silva, que participou de audiência pública, nesta quarta-feira.

21/05/2015 às 17:01:00 | 100 visualizações

Em resposta a questionamento feito pelo deputado Dr. Jorge Silva (PROS-ES), a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Nilma Lino Gomes, afirmou que a perversidade do racismo é de tão ordem que pode influenciar as escolhas afetivas e sexuais do indivíduo. Dr. Jorge Silva havia perguntado se existia algum estudo que abordasse a preferência de negros, após uma ascensão social, em casar com pessoas brancas. O debate ocorreu, nesta quinta-feira (21), durante audiência promovida pela CPI da Violência Contra Jovens Negros.

 “A esfera da vida emocional também está sob a suspeição do racismo e essa é uma das formas dele se propagar. Há negros que não se identificam com o próprio grupo étnico-racial. Será que a parcela de brancos que casam com negros é significativa?” questionou a ministra.

Dr. Jorge Silva ressaltou ainda a necessidade de implementar mais políticas públicas voltadas ao combate do racismo. “Já temos o diagnóstico, sabemos o que fazer, mas não conseguimos que essas políticas cheguem onde ele precisa chegar”, comentou.  Para o parlamentar, a CPI traz a oportunidade de exteriorizar e debater o tema de maneira mais clara e pensar em medidas que possam solucionar o problema.  

Plano nacional
O presidente da CPI, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), afirmou que um dos objetivos da comissão é apresentar um Plano Nacional de Enfrentamento a Homicídios e Violações de Direitos de Jovens Negros e Pobres, estabelecendo programas, ações e metas que possam ser acompanhadas de dez em dez anos e fiscalizadas pela sociedade civil.

“Temos que construir um pacto contra a violência. Sabemos que as vítimas da violência têm cor, idade e gênero: são negros, jovens e homens”, disse. Lopes também defendeu a revisão do Plano Juventude Viva, do governo federal, para que tenha ações mais efetivas na prevenção para reduzir a vulnerabilidade dos jovens negros.

 

 

Redação PROS na Câmara

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