Domingos Neto condena violência no estádio Castelão, do Ceará

Ao final da final do campeonato cearense, no último domingo, torcedores do Ceará e do Fortaleza promoveram um quebra-quebra no estádio.

06/05/2015 às 19:34:00 | 180 visualizações

A violência no estádio de futebol Castelão, em Fortaleza, na decisão do campeonato cearense no último domingo (3), foi condenada pelo deputado Domingos Neto, em pronunciamento na tribuna da Câmara Federal. O parlamentar cearense disse que o espetáculo de futebol jogado pelas equipes do Ceará e Fortaleza não merecia a ação criminosa dos torcedores. Ao final do jogo, considerado Clássico-Rei, torcedores dos dois times promoveram um quebra-quebra no estádio, contabilizando 1.558 cadeiras destruídas, 4 portarias móveis de alambrados e 2 portas de quiosques depredadas e 6 televisões danificadas pelos torcedores . 

Para Domingos Neto, a violência nos estádios brasileiros deveria “nos envergonhar muito mais que o resultado entre o Brasil e a Alemanha na Copa de 2014”. O parlamentar citou estudos do sociólogo Mauricio Murad que, há dez anos, colocam o Brasil campeão em mortes por causa de futebol em todo o planeta. “Em 2014, quando os campeonatos nacionais foram suspensos por dois meses em razão da Copa do Mundo, foram 18 mortes comprovadas por rivalidades entre torcedores, contra 30 em 2013”.

Atribuindo a violência nos estádios à impunidade, Domingos Neto ressaltou que apenas 3% dos processos de violência no âmbito esportivo acabam em condenação, segundo dados do Ministério do Esporte. Ao reconhecer que a violência nos estádios não é prerrogativa dos brasileiros, o parlamentar destacou países que adotaram medidas rígidas para coibir o fenômeno. Na Inglaterra, por exemplo, um torcedor preso por criar confusão em uma partida de futebol, mesmo sem antecedentes criminais, fica impedido de voltar aos estádios por até 10 anos e é obrigado a se apresentar à justiça 24 horas antes dos jogos. “Torcida organizada não pode se transformar em gangue, e marginal não pode se travestir de torcedor”, disse Domingos Neto, cobrando uma ação enérgica das autoridades que podem facilmente identificar os “brigões” com as imagens das câmeras do Castelão.

Redação PROS na Câmara

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