Leônidas Cristino apresenta medidas que adotou como prefeito de Sobral na área de educação

Entre elas estão a formação continuada dos professores, o fortalecimento da gestão escolar e a adoção de práticas rigorosas na avaliação dos alunos.

29/04/2015 às 15:59:00 | 132 visualizações

Em audiência pública na Comissão de Educação, com o ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Roberto Mangabeira Unger, o deputado Leônidas Cristino (PROS-CE) afirmou que implantar as ações desenvolvidas pelo governo federal para alcançar os objetivos do Brasil uma “Pátria Educadora”, não será tarefa fácil e que um dos grandes desafios será convencer o País da necessidade das mudanças. “Se conseguirmos isso, já resolvemos uma parte do problema”, afirmou.

Durante o debate, Leônidas Cristino informou que como prefeito de Sobral (CE) adotou algumas medidas que contribuíram para melhorar a educação do município, como por exemplo, a formação continuada dos professores, o fortalecimento da gestão escolar, a adoção de práticas rigorosas na avaliação dos alunos e a infraestrutura de qualidade das escolas. “Na minha avaliação, acredito que o Brasil deve seguir com as propostas do governo federal e que desta forma possamos oferecer uma educação de qualidade e um futuro melhor para os nossos jovens e para as nossas crianças”, disse

Segundo o parlamentar, o município obteve nota 7,8 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). “O ensino de qualidade em Sobral abrange todos os bairros, não apenas os locais mais nobres. Esse avanço não se consegue da noite para o dia. É preciso de tempo e, acima de tudo, convicção, só assim os objetivos podem ser alcançados”, destacou.  

Roberto Mangabeira recebeu da presidente Dilma Rousseff a tarefa de apresentar uma proposta preliminar para a educação, dentro do conceito de “pátria educadora” lançado pelo governo federal. “O projeto da pátria educadora tem o objetivo de implantar o Plano Nacional de Educação”, explicou. Segundo ele, as propostas de mudança radicais no sistema de educação nacional, fazem parte de uma tarefa da secretaria de traçar uma “agenda de desenvolvimento nacional para o pós-ajuste fiscal”. “Estamos tentando fazer uma agenda capacitadora e producente. Para isso, precisamos inovar nas instituições. Dentro desse contexto, a primeiríssima prioridade é o projeto 'pátria educadora'”, disse aos deputados da comissão.

Currículo
Mangabeira fez críticas ao ensino tradicional. “A tradição no Brasil é de enciclopedismo raso. É um decoreba. Como se o melhor aluno fosse aquele que conseguisse decorar a enciclopédia. Esse modelo tem dois grandes defeitos que o desqualificam: briga com os pendores dos brasileiros, e não é nossa natureza. O Brasil é uma anarquia criadora. O atributo do País é sua vitalidade”, disse.

O ministro defende um currículo menos abrangente e com mais profundidade. “É uma maneira de desenvolver as capacitações analíticas. Aprende-se criticando e criando”, explicou. “Profundidade conta mais que abrangência. Temos que enxugar o currículo.”

Mangabeira propõe um currículo que respeite os talentos individuais. “Quem tem facilidade para a matemática não precisa esperar o ensino superior para ter contato com a matemática abstrata”, disse. “Não me conformo, como cidadão, que nossos Darwins baixem à sepultura sem terem sido descobertos. Quero libertar a genialidade brasileira. Quero um currículo que permita as heresias, as diferenças individuais.”

Recursos
Mangabeira também propõe a extensão do período escolar, além do aumento da qualidade do ensino, e para isso ele sugere uma nova divisão dos recursos e das atribuições dos entes federativos, em especial a transferência de recursos dos lugares mais ricos para lugares mais pobres. Ele admite a criação de um novo fundo para isso.

“O Fundeb (Fundo de Desenvolvimento do Ensino Básico) tem sentido apenas levemente distribuidor. Ele ajuda a elevar os estados mais carentes a um patamar mínimo. Mas estamos discutindo agora formas de fortalecer esse sentido distribuidor. Ou dentro do Fundeb ou dentro dos recursos do FNDE ou definindo no futuro um terceiro fundo. O objetivo é reconciliar a gestão local das escolas com padrões nacionais de investimento e qualidade”, disse.

Com informações da Agência Câmara. 

 

Redação PROS na Câmara

Sem tags