Tabelamento de frete é um principais impasses na negociação com caminhoneiros

Para o deputado Hugo Leal, o problema do setor não está na legislação, mas sim na infraestrutura.

15/04/2015 às 10:23:00 | 299 visualizações

Em audiência pública da comissão externa da Câmara que acompanha a negociação em torno da pauta de reivindicações dos caminhoneiros, nesta terça-feira (14), representantes do governo e das transportadoras discutiram as principais demandas apresentadas pela categoria durante a greve em fevereiro. Um dos pontos que mais preocupou os debatedores foi o tabelamento de frete, que na prática funciona como a remuneração do caminhoneiro. A questão ainda não tem solução e ameaça a negociação em curso para evitar nova greve.  O encontro foi proposto pelos deputados Celso Maldaner (PMDB-SC) e Hugo Leal (PROS-RJ).

Segundo o secretário de Política Nacional do Ministério dos Transportes, Herbert Drummond, equipes do governo estão estudando possibilidades de atender às solicitações dos caminhoneiros por meio da elaboração de tabela referencial ou tabela de frete mínimo, agrupada com algumas outras medidas. “Mas até o momento ainda não existe nenhuma decisão objetiva de como isso vai acontecer”, disse Drummond.

O deputado Hugo Leal afirmou que ainda “não percebe um encaminhamento de soluções definitivas por parte do governo”. Para ele, o problema do setor não está na legislação, mas sim na infraestrutura. “Sabemos que a maior parte do transporte de carga é feita por rodovias. Mas, em vez de apresentarmos uma solução equilibrada a longo prazo, continuamos a adiar. Sei que já houve avanço no que se refere às demandas relacionadas à matéria fiscal, tributária, preço do combustível e frete, mas ainda sinto ausência de uma consolidação”, afirmou.

Os integrantes da comissão lembraram que várias iniciativas dos parlamentares tentam viabilizar outras reivindicações dos caminhoneiros, como a anistia de multas para os grevistas de fevereiro (PL 520/15), já aprovado na Câmara e atualmente no Senado, e o refinanciamento da compra ou arrendamento de caminhões feito até o ano passado (aprovado pela Câmara no texto da MP 661/14). Para Hugo Leal, uma boa alternativa para avançar nas melhorias para a categoria é a manutenção do diálogo. “Essa discussão deve continuar, só assim vamos aprofundar os estudos e chegar a um resultado definitivo”, afirmou.

Nova rodada de negociações entre caminhoneiros e Governo está marcada para o próximo dia 22. Os profissionais mantêm a ameaça de nova greve, caso não tenham suas reivindicações atendidas. Na greve de fevereiro, houve 541 pontos de interdição nas estradas federais e 420 multas aplicadas pela Polícia Rodoviária Federal.

Com informações da Agência Câmara.

Redação PROS na Câmara

Sem tags