Fiscalização Financeira vai discutir efeitos da Operação Lava Jato na atividade econômica

Para Valtenir Pereira, autor do requerimento para a realização do debate, é preciso encontrar soluções para destravar o crédito e evitar que o desemprego aumente.

08/04/2015 às 19:59:00 | 213 visualizações

A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC) aprovou, nesta quarta-feira (8), requerimento do deputado Valtenir Pereira (PROS-MT), que propõe a realização de audiência pública conjunta com as comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; e de Minas e Energia para debater os impactos e os efeitos da Operação Lava Jato na atividade econômica nacional e no índice de emprego do Brasil.

Na proposta, o parlamentar estabelece que a discussão seja feita no formato de mesa redonda com governadores, prefeitos, representantes do setor público e do empresariado, além das entidades sindicais dos trabalhadores. “Vamos construir alternativas para garantir a retomada dos investimentos e, assim, evitar a decadência das maiores empresas de engenharia do País, e garantir que os empregos por elas gerados sejam protegidos”, explicou.

O deputado ressaltou a importância e a necessidade da Operação Lava Jato no combate à corrupção, mas destacou que não se podem esquecer os desdobramentos que as investigações têm produzido na economia. Segundo Valtenir, as investigações resultaram, até o momento, na suspensão formal da contratação pela Petrobras de 25 empresas no País. No universo dessas 25, informou, há 13 construtoras envolvidas nas mais importantes obras de infraestrutura econômica e em grandes empreendimentos do setor de petróleo e gás. 

Na avaliação do parlamentar, é preciso punir controladores ou executivos que incorreram em atos ilícitos, mas não se pode permitir que empresas quebrem e arrastem com elas os empregos de milhares de brasileiros. “Vamos encontrar saídas para evitar consequências danosas oriundas da interrupção injustificável dos contratos das empresas com a Petrobras, a principal delas o desemprego em larga escala que abrangeria, não apenas os trabalhadores das atividades-fim, mas também todos aqueles que operam nos subcontratos delas decorrentes”, destacou. 

Redação PROS na Câmara

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