Dr. Jorge Silva participa de debate sobre mortalidade materna

Para o parlamentar, investir na formação dos médicos é uma das soluções para o problema.

07/04/2015 às 19:34:00 | 155 visualizações

Durante debate realizado pela Comissão de Seguridade Social e Família, o deputado Dr. Jorge Silva (PROS-ES) afirmou nesta terça-feira (7) que a mortalidade materna é um problema complexo com soluções complexas. “As mudanças devem ser feitas desde o pré-natal até a assistência dentro da maternidade. Devemos nos preocupar com a formação do médico, a presença desses profissionais nos bairros, a qualidade do pré-natal e a oferta dos exames”, explicou. Na avaliação do parlamentar, se o quadro já é ruim no Sudeste, “no Norte e no Nordeste a situação é ainda mais grave”.

O consultor nacional da Organização Mundial da Saúde (OMS) Adriano Tavares informou, na audiência, que discutir mortalidade materna é de extrema importância para a saúde pública, porque o Brasil tem 204 milhões de habitantes, sendo que um terço da população se encontra na idade fértil. Em 1990, citou, o Brasil tinha uma razão de mortalidade materna de 120 mulheres para cada 100 mil nascidos vivos. “Conforme meta do milênio, estipulada pela ONU, o País deveria atingir em 2015 uma redução de 3/4, ou seja, ter apenas 30 mulheres a cada 100 mil nascidos vivos. Em 23 anos, de 1990 a 2013, houve uma redução de 43% nesse índice, caindo para 69 o número de mortes a cada 100 mil nascidos vivos. Nesse período, o acesso à saúde teve um grande avanço, agora vamos melhorar a qualidade do serviço”, contou Adriano.

Para o deputado Dr. Jorge Silva, o financiamento de saúde e a educação estão entre as principais soluções para esses problemas. O parlamentar integra uma subcomissão formada pelas comissões de Seguridade Social e de Educação que tem como objetivo discutir a graduação e a pós-graduação dos médicos. “Queremos que a qualidade de estudo dos profissionais de saúde seja adequada”, ressaltou.

Foram convidados para discutir a coordenadora-geral de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde, Maria Esther de Albuquerque Vilela; a coordenadora-geral de Saúde das Mulheres da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, Rurany Ester Silva; o consultor nacional da OPAS/OMS, Adriano Tavares; a diretora jurídica e de negócios da Associação Artemis, Ana Lúcia Dias da Silva Keunecke; e a representante de Associação Artemis.

Redação PROS na Câmara

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