PROS discute mercado livre de energia

Segundo relatório apresentando pelo presidente da Abraceel, Reginaldo Monteiro, o Brasil é o sétimo país do mundo em consumo de eletricidade.

24/03/2015 às 18:16:00 | 149 visualizações

O almoço de trabalho que a Liderança do PROS realiza toda semana debateu, nesta terça-feira (24), o mercado livre de energia no Brasil. O líder, deputado Domingos Neto (CE), disse que esta é uma bandeira que o partido está abraçando com o objetivo de baratear o produto para o consumidor por meio da livre concorrência entre as distribuidoras. Além da redução nas tarifas, a liberdade de escolha do consumidor produzirá, em médio prazo, uma expansão do setor e a consequente segurança no fornecimento de energia, com a busca de alternativas de eletricidade como solar, eólica e outras fontes.

Durante a reunião com a bancada, o presidente da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), Reginaldo Monteiro, fez uma exposição sobre o mercado de energia no Brasil. Segundo o Relatório Estrutura de Acompanhamento Global da Energia Sustentável para Todos, o Brasil é o sétimo país do mundo em consumo de eletricidade, um dado que revela o desenvolvimento econômico do País - no mundo, 1,2 bilhão de pessoas não têm acesso a esse recurso, e 2,8 bilhões ainda utilizam lenha ou outro tipo de biomassa para aquecer suas residências. Dados do Ministério das Minas e Energia atestam o consumo crescente no Brasil, 463,7 mil gigawatts-hora (GW/h) em 2013, o que representa uma alta de 3,5% em relação a 2012, puxada principalmente pelo consumo residencial. O desafio é produzir eletricidade capaz de atender às demandas, buscar fontes limpas e acabar com o monopólio da distribuição.

Para o deputado Antonio Balhmann (PROS-CE), que é vice-presidente da Frente Parlamentar de Energia Alternativa, o mercado livre de energia é uma ferramenta moderna que promove a competição entre as empresas geradoras, o que proporciona a queda nas tarifas e o consequente benefício ao consumidor.  Para tanto, é necessário alterar a legislação que regulamenta o setor. Balhmann defende que, na geração individual de energia, o excedente seja pago em espécie e não em crédito, como é feito atualmente. “Embora o modelo do pagamento em crédito seja um avanço, ele inibe a ampliação da energia gerada localmente”, afirmou.

Redação PROS na Câmara

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