Dr. Jorge Silva alerta para os altos índices de violência contra a mulher

Segundo ele, é preciso com urgência combater esse tipo de violência, tanto com ações de repressão quanto de prevenção.

17/03/2015 às 17:28:00 | 86 visualizações

Em Plenário, o deputado Dr. Jorge Silva (PROS-ES) ressaltou algumas medidas necessárias para diminuir os casos de violência no País, especialmente os índices de feminicídio no Espírito Santo. Segundo ele, o estado teve por mais de dez anos as maiores taxas de violência contra a mulher, sendo hoje o segundo colocado. “Em quase todos os casos, a agressão é feita por companheiros e ex-companheiros, namorados e ex-namorados. Nos dois primeiros meses deste ano, 24 mulheres já foram assassinadas”, informou.

Na avaliação do parlamentar, é preciso com urgência combater esse tipo de violência, tanto com ações de repressão quanto de prevenção. “É preciso aumentar a efetividade da polícia, promover a inclusão social dos jovens, reduzir os índices de reincidência, reforçar a inteligência no combate às drogas, entre outras”, afirmou.  Dr. Jorge Silva ressaltou que a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do estado tem expandido programas como o Patrulha da Comunidade, que faz vistas às vítimas, além de ações de prevenção a novas agressões, mas que é preciso fazer muito mais.

De acordo com informações do parlamentar, a violência no Espírito Santo tem um dos maiores índices de homicídio do País. Em 2012, foram 1693 vítimas, muitos desses casos relacionados às drogas.  Além disso, é o segundo colocado entre aqueles com maior taxa de homicídio de negros: 65 assassinatos a cada cem mil habitantes no ano de 2012.

Apesar do quadro de violência, Dr. Jorge Silva acredita que é preciso reconhecer os avanços em relação ao início dos anos 2000, quando o estado chegou a ser conhecido como uma terra sem lei. Conforme explicou, houve uma redução de 12% no número de assassinatos entre os anos de 2012 e 2013 na região. “Estamos em um percurso de melhoria ainda pequeno, tímido, cheio de recordes inglórios, mas o suficiente para mostrar que um futuro melhor é possível”, disse.  


 


 

Redação PROS na Câmara

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