Líder do PROS reage à criação de comissão especial para investigar saúde do ministro Cid Gomes

Presidente da Câmara designou comissão externa da Câmara dos deputados para avaliar, em São Paulo, condições de saúde de Cid Gomes

11/03/2015 às 15:44:00 | 210 visualizações

O líder do PROS na Câmara, deputado Domingos Neto (PROS-CE), reagiu com indignação à criação de comissão especial da Câmara com o objetivo de verificar in loco o estado de saúde do Ministro Cid Gomes.O titular da pasta de Educação foi internado na terça-feira (10), no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, segundo comunicado do próprio ministério, que solicitou o adiamento da vinda do ministro à Câmara, após convocação para explicações das declarações feitas no dia 27 de fevereiro a estudantes no Pará "de que a Câmara tem de 300 a 400 achacadores”. A visita de Cid Gomes estava prevista para a tarde desta quarta-feira (11).

Domingos Neto afirmou que não acreditar na licença-médica do ministro “é um dos maiores absurdos que se pode fazer com a comunidade médica de todo o País". "Veja bem, trata-se de um dos mais respeitados hospitais do País, mas mesmo que fosse de qualquer hospital do Brasil, não poderia ser tratado com esse desrespeito. Esta atitude extrapola as autonomias dos Poderes.” O líder do PROS informou que o documento foi entregue à Câmara de forma oficial e o tema não deve ser tratado de forma política. “É uma demonstração clara de uma tentativa de ação política de humilhação, o que pode gerar um precedente irremediável”, declarou.

Cid Gomes está internado no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, com quadro de traqueobronquite, após ter enfrentado temperaturas de 12° C negativos em recente viagem à Universidade de Yale, onde participou de um seminário sobre educação. Segundo os médicos Roberto Kalil e David Uip, ainda não há previsão de alta. O ministro da Educação em exercício, Luiz Cláudio Costa, em documento enviado à Presidência da Câmara, solicitou que fosse marcada uma nova data, após a liberação médica, para que Cid Gomes preste os esclarecimentos solicitados pelo Plenário da Casa. 

Redação PROS na Câmara

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