Bancada do PROS discute educação técnica e tecnológica com secretário do MEC

Segundo explicou Marcelo Feres, do MEC, o Plano Nacional de Educação estabelece que a oferta de vagas nesses níveis de educação passe dos atuais 1,5 milhão para 4,5 milhões até 2020.

10/03/2015 às 18:59:00 | 203 visualizações

Com o objetivo de apresentar as ações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação, o responsável pela pasta, Marcelo Feres, participou nesta quarta-feira de almoço de reunião da bancada do PROS. Segundo o líder da bancada, deputado Domingos Neto (CE), a presença de Feres no encontro teve como objetivo garantir o contato direto dos parlamentares com o responsável pela área de maior expansão no ministério, que é a de educação técnica e tecnológica. “A ideia é apresentar as ações para que os deputados possam fortalecer o sistema educacional nas áreas mais carentes e estratégicas de seus estados”, disse o líder.

Segundo explicou Feres, o Plano Nacional de Educação, que define as ações do setor, prevê que o número de vagas do ensino técnico seja triplicado até 2020 – passe dos atuais 1,5 milhão para 4,5 milhões. Ele lembrou que qualquer expansão do setor depende diretamente do Congresso Nacional, que pode ou não autorizar a contratação de docentes e técnicos. Feres pediu ainda aos deputados do PROS que, se possível, aprovem o quanto antes o Projeto de Lei 2245/07, que regulamenta profissão de tecnólogo. O texto foi aprovado conclusivamente nas comissões técnicas, mas um recurso para levá-lo ao Plenário está em análise na Mesa Diretora da Casa.

Na reunião, o deputado Antonio Balhmann (CE) mostrou com preocupação com a capacidade de os municípios absorverem os técnicos recém-formados. “Muita gente capacitada está indo inclusive para fora do Brasil porque o País não tem conseguido criar emprego para essa demanda”, alertou. Segundo explicou Marcelo Feres, no caso dos cursos técnicos, o objetivo é oferecer o curso conforme  a demanda da região onde ele é oferecido. “Temos um novo estudo em andamento, mas nosso último dado dá conta de que 79% dos técnicos conseguem emprego imediatamente após a conclusão do curso. Além disso, segundo nossos dados, o formado em nível técnico consegue emprego num raio de 50km da escola”, informou. O deputado Leônidas Cristino (CE) elogiou a preocupação de regionalizar as ofertas de cursos conforme as demandas das regiões. Mas ele também defendeu um cuidado mais apurado do Executivo para assegurar a permanência do técnico em sua região ou, ao menos, no País.

Redação PROS na Câmara

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