Crise política e Operação Lava-Jato demandarão muito trabalho da CCJC, diz Ronaldo Fonseca

O deputado argumentou que, em função de a comissão ser formada por parlamentares com mais experiência, o colegiado estará preparado para enfrentar esse ano de turbulência.

05/03/2015 às 16:24:00 | 222 visualizações

A crise política que pode se instalar no Congresso após a divulgação dos nomes dos políticos envolvidos com a Operação Lava-Jato demandará muito trabalho à Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania (CCJC), avaliou o deputado Ronaldo Fonseca (PROS-DF), membro titular do colegiado. “A CCJC será provocada com muitos recursos e questões de ordem. Independentemente de todos os projetos que já têm que passar por lá, o que mais me preocupa são os resultados do Conselho de Ética, da Procuradoria da Câmara. Já começamos o ano com muito problema político”, avaliou.

O deputado argumentou que, em função de a comissão ser formada por parlamentares com mais experiência na Casa, o colegiado estará preparado para enfrentar esse ano de turbulência.

Reforma política
Fonseca também quer discutir na CCJC temas relacionados à reforma política. Ele informou que trabalhará na Casa em defesa dos partidos pequenos. Em sua avaliação, os grandes partidos costumam usar os pequenos como cortina de fumaça para esconder os atos de corrupção nos quais estão envolvidos. “Não existe partido pequeno citado em esquema corrupção. Minha briga será diminuir os partidos grandes. Partido pequeno não tem tamanho para Petrobras, é o grande que tem mais dinheiro, mais recebe fundo partidário e o que mais se envolve em corrupção”, afirmou.

O parlamentar pretende apresentar dois projetos nesse contexto. Um com o objetivo de punir partido que institucionalmente faça parte de corrupção, “afinal de contas é uma empresa privada”. Outro projeto buscará limitar a atuação dos partidos que não tenham 5% membros da Casa. Se forem partidos menores do que o que determina a lei dos partidos políticos e a Constituição, terão que atuar em bloco. “Isso dará mais agilidade e mais coerência na atuação política, melhor discussão das matérias”, defendeu. 

Redação PROS na Câmara

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