Valtenir Pereira pede bom senso em negociação entre governo e caminhoneiros

Para o parlamentar, a solução está na mesa de negociações e defende que o momento não é de enfrentamento, mas sim de diálogo.

26/02/2015 às 18:09:00 | 247 visualizações

Em meio à greve dos caminhoneiros, que hoje chega ao seu oitavo dia, o deputado Valtenir Pereira (PROS-MT), afirmou, em Plenário, na quarta-feira (26), que é preciso haver bom senso entre governo e profissionais para que o impasse seja resolvido. Segundo o parlamentar, além de afetar o trânsito nas rodovias, as manifestações têm prejudicado o transporte de cargas consideradas essenciais, como é o caso dos combustíveis e dos produtos alimentícios. “No Mato Grosso há várias cidades à beira de um colapso, os combustíveis nos postos acabaram hoje, o estoque de gás de cozinha está no fim, os supermercados desabastecidos, os frigoríficos estão com as portas fechadas”, informou.

Valtenir defende que o momento não é de enfrentamento, mas sim de diálogo. Para ele, a solução está na mesa de negociações, jamais no radicalismo das ações, quer dos governos, quer dos caminhoneiros. “O governo precisa entender que existem limites que não poderão ser ultrapassados, ainda que a ortodoxia da equipe econômica exija medidas duras, como aumentar impostos e cortar despesas”, ressaltou.

Em seu discurso, o deputado sugeriu que governos federais e estaduais se reunissem com os caminhoneiros a fim de ouvir e buscar soluções para as principais reivindicações da categoria. “Por parte da Câmara, sugiro a criação urgente de uma comissão de parlamentares para acompanhar e participar das negociações. Como representante de um estado essencialmente produtor e fortemente afetados pelos bloqueios, coloco meu nome à disposição para compor a comissão”, afirmou.

Greve
De acordo com Valtenir, o movimento dos caminhoneiros começou praticamente no Mato Grosso. “Somos o maior produtor de grãos e carnes do País. Pelas precárias estradas mato-grossenses transitam milhares de caminhões em sentido aos portos brasileiros. As exportações dependem da produção do meu estado. Sem elas, o Brasil estaria em piores condições econômicas”, explicou.

Na pauta de reinvindicações dos caminhoneiros, informou o parlamentar, estão: o preço do diesel, a cobrança de pedágio por eixo, a defasagem no valor do frete, a jornada de trabalho e a prorrogação dos prazos dos financiamentos do programa Procaminhoneiro, que possibilita a aquisição de caminhões. “Tudo justo, porém, o direito de greve não se confunde com o ato de bloquear estradas. O primeiro é um direito constitucional. O segundo é ilegalidade”, disse. 

Redação PROS na Câmara

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