O SUS implantou uma das polí­ticas sociais mais avançadas do Paí­s, afirma Dr. Jorge Silva

Segundo o parlamentar, apenas com o advento de um sistema público universal de saúde, foram prestados serviços a todos os brasileiros.

11/12/2014 às 12:00:00 | 234 visualizações

O deputado Dr. Jorge Silva (PROS-ES) falou em Plenário, nessa quarta-feira (10) sobre a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) para o Brasil. O SUS, segundo o parlamentar, surgiu na metade dos anos 1980 e implantou uma das políticas sociais mais avançadas, justas e generosas existentes no País. “O SUS trouxe-nos pontos até então inéditos em termos de políticas públicas. De fato, a universalidade, equidade e integralidade passaram a se tornar voz corrente nas nossas políticas sociais", afirmou.

Para o deputado, o SUS deve ser entendido como um processo de produção social da saúde, que é construído permanentemente, devendo adaptar e expandir-se de acordo com a demanda da sociedade. Dr. Jorge Silva ressalta ainda que o SUS não se restringe a um sistema de assistência médica, mas executa ações de combate às endemias, às doenças transmissíveis e, em parceria com órgãos de assistência social e de vigilância sanitária e à saúde, contribui para a diminuição da pobreza.

Antes da promulgação da CF/88, explicou o parlamentar, o acesso à saúde no Brasil dependia do local que o indivíduo ocupava no processo produtivo. “Para os trabalhadores formalmente contratos, havia assistência médica, para os demais, que constituíam a imensa maioria, existiam parcos e despojados serviços eventualmente oferecidos pelos estados e munícipios”, conta.  Segundo informou, apenas com o advento de um sistema público universal de saúde, foram prestadas ações e serviços a todos os brasileiros.

Apesar dos avanços no sistema de saúde brasileiro, Dr. Jorge Silva acredita que o País ainda está muito distante de oferecer o que foi consagrado pelas leis. O parlamentar ressalta que para melhorar a situação seria necessário investir, por vários anos, quantias consideráveis. “Infelizmente o que presenciamos no período após a promulgação da Carta Magna foi a redução dos recursos colocados à disposição da saúde, o que ocasionou o sucateamento da rede pública de serviços e uma queda nos padrões de atendimento”, disse.

O parlamentar lembrou ainda daqueles que acreditam que o SUS deveria ser restrito aos que não podem pagar. Para ele, nos momentos difíceis e de doenças graves, mesmo aqueles que possuem planos de saúde, acabam recorrendo ao SUS, porque percebem que não contam com a cobertura prometida pelo plano. “Isso acaba sobrecarregando ainda mais a nossa saúde. O caminho é lutar por mais verbas e por uma reforma gerencial que dê maior eficiência à rede de serviços. A unicidade e universalidade do SUS é e sempre será a garantia de sua qualidade e de seu papel de política social redistributiva em um País onde a desigualdade é marcante”, destacou. 

Redação PROS na Câmara

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