Miro Teixeira afirma que o acesso às galerias da Câmara deveria ser liberado

Para o deputado, antes de cobrar posturas do cidadão nas galerias, é preciso priorizar o respeito entre os próprios parlamentares.

03/12/2014 às 12:00:00 | 203 visualizações

Em Plenário, nesta quarta-feira (3), o deputado Miro Teixeira (PROS-RJ) defendeu a abertura das galerias para que a sociedade pudesse acompanhar a sessão do Congresso Nacional. “Se houver excessos, quem estiver se excedendo deverá ser colocado para fora”, disse. O deputado relembrou que o Parlamento já enfrentou fortes manifestações. “Já presenciamos galerias muito hostis, de direita mesmo, na época da ditadura. Houve época em que tivemos todo o mundo com o cabelo cortado por igual”, relembrou.

Miro Teixeira afirmou ainda que ouviu ontem de um Parlamentar que quem vota a favor do PLN 36/14 está sendo comprado por R$ 700 mil reais. “Se não há respeito entre os parlamentares, como podemos pedir respeito de terceiros que estão nas galerias?”, questionou.

Para o deputado, é preciso que questões como essa sejam respondidas e que o respeito seja a base do trabalho na Casa, afinal todos representam o povo e os Estados. “Precisamos ter consciência da higidez da nossa representação. Por isso, senhores parlamentares, não usem dessa linguagem demagógica, ofendendo o Parlamento e ofendendo os outros parlamentares, porque a consequência acaba sendo aquela que se viu na galeria”, destacou.

O Congresso Nacional está reunido neste momento e pode votar, ainda esta noite, o PLN 36/14, que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) em vigor e permite ao Executivo abater da meta de superavit todo o gasto com ações do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e com as desonerações tributárias concedidas neste ano. Antes, os parlamentares irão analisar o PLN 31/14, que libera R$ 248 milhões para pagar benefícios do fundo Aerus a aposentados e pensionistas do fundo ligado a empresas aéreas falidas (Transbrasil e Varig).

Mais cedo a Câmara dos Deputados manteve os dois vetos (28/14 e 29/14) da presidente Dilma Rousseff. O resultado foi divulgado após mais de meia hora de apuração oral dos votos. Como o resultado na Câmara manteve os vetos, os votos dos senadores não precisaram ser apurados porque, ainda que expressassem a derrubada de algum deles, isso somente pode ocorrer se ambas as Casas decidirem assim.

Redação PROS na Câmara

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