Dr. Jorge Silva defende piso de 30 horas para enfermeiros

O deputado ressaltou que há mão de obra disponível para garantir a assistência integral.

11/11/2014 às 12:00:00 | 176 visualizações

Em Plenário, o deputado Dr. Jorge Silva (PROS-ES) defendeu a aprovação do Projeto de Lei (PL) 2295/00, que fixa em 30 horas semanais a jornada de trabalho dos enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem. Ele lembrou que a matéria está há anos pronta para inclusão na pauta do Plenário. “Eu mesmo apresentei três vezes requerimentos no sentido de votar a proposta, nas sessões legislativas de 2011, 2012 e 2013, e tenho esperança de não precisar apresentar outro em 2014 porque finalmente terá sido votada a proposição”, afirmou.

Para o parlamentar, que é médico, “é simplesmente lógico” ser a favor da jornada de 30 horas para os profissionais de enfermagem. Ele afirmou conhecer de perto o quanto o trabalho demanda em dedicação, concentração e amor ao próximo, o quanto é extenuante, sob os aspectos físico, mental, emocional e social. “Seria de esperar que uma profissão tão exigente oferecesse algum retorno, mediante remuneração satisfatória, no entanto, sequer isso é verdade, pelo contrário”, ressaltou.

Ao lembrar a realização de comissão geral na Câmara, em maio, para discutir a proposta, Dr. Jorge destacou que apenas dois argumentos foram colocados pelos debatedores convidados: a possível falta de mão-de-obra para ocupar os novos postos de trabalho e o impacto financeiro da medida. Quanto ao primeiro, ele citou dados do Conselho Federal de Enfermagem, segundo os quais há no Brasil 1,8 milhão de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, e cerca que 841 mil postos de trabalho. Em relação ao custo, o deputado lembrou que o representante do Dieese na comissão geral informou que o impacto seria de pouco mais que R$ 6 bilhões.

“Além de representar um impacto bem menor que o alegado, há, a meu ver, outra leitura: assim como os bilhões empregados para construir estádios para a Copa do Mundo, isso é dinheiro que será injetado na economia e que se reverterá em alimentos, vestuário, lazer, cultura, moradia, educação”, apontou Dr. Jorge Silva.

Redação PROS na Câmara

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