Especialistas debatem ações voltadas para a saúde do homem

Para o deputado Dr. Jorge Silva, que propôs o evento, é preciso transformar a Polí­tica Nacional de Saúde do Homem em lei.

05/11/2014 às 12:00:00 | 205 visualizações

É necessário transformar a Política Nacional de Saúde do Homem, que existe há cinco anos, em lei, defendeu o deputado Dr. Jorge Silva (PROS-ES) durante o VII Fórum de Políticas Públicas e Saúde do Homem, nesta terça-feira (4). “Assim poderemos garantir que a informação e os direitos cheguem a toda a população. Será possível diminuir a mortalidade masculina e as sequelas decorrentes da falta de cuidados que o homem tem com a saúde”, afirmou o parlamentar, que propôs a realização do fórum. O evento foi promovido pela Comissão de Seguridade Social e faz parte das ações do mês de combate ao câncer de próstata, o Novembro Azul.

No fórum, foram abordados temas relacionados à saúde do homem, como o transtorno mental, os agravos urológicos e as doenças cardiovasculares. O objetivo é conscientizar o público masculino sobre a importância da realização de consultas e exames periódicos. Segundo dados do presidente da Sociedade Brasileira de Urologia, Carlos Eduardo Fonseca, apenas 34% dos homens vão ao urologista com frequência e 43% nunca foram. Comparando com o número de mulheres que vão ao ginecologista, a diferença entre os sexos é de mais de 40 milhões.

Em 2009, segundo dados do Sistema Nacional de Saúde, 52 milhões de mulheres foram ao ginecologista, enquanto apenas três milhões de homens foram ao urologista. “É possível ver as consequências dessa baixa frequência nos consultórios, nos quais 30% dos pacientes do SUS já chegam com doença avançada no momento do diagnóstico”, afirmou.  O Brasil deve registrar este ano 68.800 novos casos de câncer de próstata. Um tipo de câncer que, se diagnosticado logo no início, pode ser curado.

Para o Coordenador Nacional da Política de Atenção Integral à Saúde do Homem no Ministério da Saúde, Eduardo Chakora, o Novembro Azul é uma iniciativa importante porque, além do câncer de próstata, aborda a saúde masculina de forma abrangente. “A campanha do Novembro Azul ajuda na medida em que ela foca e trabalha o homem na integralidade”, ressaltou.

O evento contou com especialistas nas áreas de urologia, cardiologia, psiquiatria, oncologia, fisioterapia e terapia ocupacional, medicina de família e comunidade. “Planejamos um fórum que não se voltasse apenas para um tema específico. O objetivo era trazer informações de uma forma mais ampla. A nossa meta agora é expandir essas ações e não restringi-las apenas ao mês de novembro”, destacou Dr. Jorge Silva.

Saúde mental
O transtorno mental é outra doença que atinge muitos homens. Segundo dados da representante da Associação Brasileira de Psiquiatria, Carmita Abdo, o público masculino é internado duas vezes mais que o feminino. Em relação ao suicídio, 75% são homens, 73% dos desaparecidos e 94% dos presos também são do sexo masculino. Além disso, um em cada oito homens é dependente de álcool e mais de 1% da população masculina é dependente de maconha. “Esses problemas normalmente estão relacionados ao estilo de vida masculino e podem acarretar disfunções sexuais. É preciso dar atenção aos transtornos mentais, pois dentre 10 doenças que mais resultam em incapacitação, cinco são psiquiátrica”, explicou. Os especialistas também alertaram para doenças como o câncer de pênis e a disfunção erétil. 

Redação PROS na Câmara

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