Aline Sleutjes ressalta importância da participação feminina na política brasileira

“Se homem vota em mulher, por que mulher não vota em mulher? É hora de amadurecermos este debate”, questiona a deputada, Aline Sleutjes, em entrevista para o portal Eleitas.

19/04/2022 às 11:44:53 | 117 visualizações

A deputada Aline Sleutjes (PR), em entrevista para o portal Eleitas, plataforma suprapartidária de candidaturas femininas, falou sobre a tímida presença feminina na política e os desafios para reverter esse quadro.

“Se homem vota em mulher, por que mulher não vota em mulher? “Eu tenho um diagnóstico das eleições que participei, o apoio de eleitores masculinos é mais de 70%. Então, eu me pergunto: se os homens votam em candidaturas femininas e acreditam em nós, por que as mulheres não apoiam mulheres? É hora de amadurecermos este debate”, questiona.

Segundo a parlamentar, a representatividade feminina cresce lentamente, mesmo sendo a maioria entre os 150 milhões de eleitores brasileiros, quase 53%. Essa falta de interesse coloca o país na 142ª posição entre 191 nações citadas no Mapa Global de Mulheres na Política da Organização das Nações Unidas (ONU) e no 9º lugar entre 11 países da América Latina em estudo da ONU Mulher.

“O que precisamos entender é que por mais que a bancada feminina lute por cotas para aumentar a representatividade da mulher, o espaço ocupado por nós, culturalmente, é muito pequeno. Precisamos, neste momento, conscientizar as mulheres a colocarem seus nomes à disposição da sociedade e aquelas que não querem, que apoiem, ajudem, fortaleçam e façam campanha para as que têm coragem. Definir cotas de 30% ou modificar a legislação para aumentar esse número para 40% ou 50% não vai resolver a baixa participação de mulheres na política e a carência de candidaturas femininas. Não adianta aumentar a proporcionalidade de candidatas se as votantes não ajudam a eleger estas mulheres”, afirmou.

Em seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados, a deputada conquistou espaços importantes no mundo quase que exclusivamente masculino da política. Presidiu a Comissão da Agricultura da Câmara dos Deputados, foi vice-líder do governo na Câmara e vice-líder do governo federal no Congresso.

“Comecei a participar, falar mais, expor as minhas ideias, colaborar. Algum tempo depois eu já estava na diretoria da Frente Parlamentar da Agricultura, passou mais um tempinho e eu já estava dentro de todos os projetos e relatorias grandes. No ano seguinte fui eleita presidente da Comissão da Agricultura”, explica.

A deputada acredita também que a divisão igualitária das responsabilidades familiares e a questão cultural afastam a mulher da política, barreiras que precisam ser derrubadas. O chamamento à participação da mulher na política passa por um trabalho de convencimento e por um estímulo que, afirma, deve começar ainda na infância, com ensinamentos sobre cidadania, responsabilidade social, patriotismo, atuação, dentro de casa e nas escolas.

Com informações da assessoria da parlamentar

Redação PROS na Câmara