Weliton Prado defende derrubada de veto ao projeto de lei da quimioterapia oral

O presidente Jair Bolsonaro vetou o Projeto de Lei 6330/19, que ampliava a cobertura dos planos de saúde para a quimioterapia oral e o consequente tratamento domiciliar da doença. O Congresso analisa o veto nesta terça-feira (8).

08/02/2022 às 18:27:22 | 239 visualizações

O deputado federal Weliton Prado (MG), presidente da Comissão Especial de Combate ao Câncer no Brasil (Cecancer), da Câmara dos Deputados, afirma a importância da matéria se tornar lei para garantir mais qualidade de vida para os pacientes e, ainda, reduzir os custos das operadoras de saúde. O parlamentar ainda confirma que a comissão segue em mobilização para a derrubada do veto pelo Congresso.

“O governo justifica o veto por conta de um possível aumento de gastos para os planos de saúde, cerca de R$ 12 a R$ 6 para cada segurado das operadoras. A quimioterapia oral é feita em casa e reduz diretamente os gastos já que o tratamento corta os valores da com internação e garante rapidez no efeito da medicação. Já que é uma terapia mais moderna e eficaz, dá mais qualidade de vida para os pacientes oncológicos e ainda evita deslocamentos para hospitais e clínicas. O veto tem que ser derrubado, pois esse projeto salva vidas e não há também gastos para o governo", afirma o parlamentar.

A quimioterapia oral, segundo especialistas, é tão importante quanto o tratamento venoso para a doença. Dados apresentados pelo Instituto Vencer o Câncer, apontam que nos casos de câncer de mama metastático, o uso desse tratamento reduz em 40% o risco de perder a vida da paciente, numa doença que mata 95% das mulheres com câncer. Na doença na próstata, os remédios reduzem em 35% o risco de morte em estágio avançado. O câncer de ovário, considerado altamente letal, a quimio oral chega a ser eficaz em quase 71%.

“Não há motivo para que esse veto se sustente. A quimio oral é cada vez mais utilizada. O impacto desse veto é grande na saúde dos pacientes, pois está bloqueando acesso a remédios vitais para a população. O câncer pode levar a morte em poucos meses”, explica o presidente do Instituto, o médico Fernando Maluf.

Com informações da assessoria do parlamentar

Redação PROS na Câmara