Acácio Favacho pede ao MEC suspensão do Enade

“A pandemia da Covid-19 afetou o aprendizado em todos os níveis de ensino e a realização do Enade, neste momento, irá produzir resultados injustos”, explica o deputado Acácio Favacho.

26/10/2021 às 13:28:07 | 114 visualizações



O deputado Acácio Favacho (AP) pediu, por ofício ao Ministro da Educação, Milton Ribeiro, a suspensão ou prorrogação do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) deste ano. O objetivo do parlamentar é permitir que as Instituições de Ensino Superior (IES) de todo país desenvolvam um Plano de Ação para melhoria institucional da educação superior e estabeleçam resultados significativos. Favacho defende que caso o exame seja realizado, o resultado será injusto e afetará a liberação de recursos para as instituições de ensino superior.

“A pandemia da Covid-19 afetou o aprendizado em todos os níveis de ensino e a realização do Enade, neste momento, irá produzir resultados injustos. Isto pode impossibilitar que diversas instituições de ensino superior do Brasil recebam recursos para melhoria da qualidade de ensino, expansão estrutural e financiamentos. Não concordo com isso, é injusto”, afirma o deputado.

Enade
O Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) consiste em uma das ações adotadas pelo Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES) para avaliar o desempenho das faculdades e universidades em todo território brasileiro. O exame é realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC), e tem como objetivo contribuir para que as instituições de Ensino Superior (IES) formem profissionais de excelência para o mercado de trabalho.

“Todos os brasileiros, através do pagamento de impostos, subsidiam integralmente a educação superior brasileira e, portanto, bons resultados no Enade transmitem a certeza de que os recursos estão sendo empregados de forma satisfatória. No ano passado, fomos surpreendidos com uma situação de emergência de saúde pública em decorrência da infecção humana ocasionada pela Covid-19 e, portanto, as IES de todo país tiveram que adequar-se à modalidade ensino online à distância (EAD), situação que esbarrou em entraves como o fato de que nem todos os estudantes do país têm acesso a computadores e à internet de qualidade ou, ainda, o fato de que parte dos profissionais da educação superior não tem formação técnica para atuarem na modalidade EAD”, explica o deputado.

Redação PROS na Câmara