Comissão de Combate ao Câncer pede derrubada de veto ao projeto da quimioterapia oral

Para o deputado Weliton Prado, presidente da Comissão, a justificativa de que a matéria traria aumento de gastos para os planos de saúde, não se sustenta.

16/08/2021 às 15:12:35 | Atualizada em 16/08/2021 às 15:22:27 | 181 visualizações

O deputado Weliton Prado (MG), presidente da Comissão Especial de Combate ao Câncer no Brasil (Cecancer), discutiu a importância do Projeto de Lei 6330/19, que amplia o acesso dos pacientes oncológicos de planos de saúde à quimioterapia oral. O debate contou com a participação de especialistas e tratou da mobilização pela derrubada do veto à matéria.

Prado criticou a justificativa dada para que a matéria fosse vetada, que seria o aumento de gastos para os planos de saúde, cerca de R$ 12 a R$ 6 para cada segurado das operadoras.

“Sem dúvida que a quimioterapia oral, feita em casa, vai reduzir os gastos em infraestrutura, equipe e os custos totais no tratamento, já que não depende de vagas nos hospitais e os gastos com internação. Garante rapidez no efeito da quimio e dá mais qualidade de vida para os pacientes oncológicos. E não há necessidade de deslocamentos para hospitais e clínicas. Não há também gastos para o governo. O veto tem que ser derrubado, pois esse projeto salva vidas”, explica.

A quimioterapia oral, segundo especialistas, é tão importante quanto o tratamento venoso para a doença. Dados apresentados pelo Instituto Vencer o Câncer, apontam que nos casos de câncer de mama metastático, o uso desse tratamento reduz em 40% o risco de perder a vida da paciente, numa doença que mata 95% das mulheres com câncer. Na doença na próstata, os remédios reduzem em 35% o risco de morte em estágio avançado. O câncer de ovário, considerado altamente letal, a quimio oral chega a ser eficaz em quase 71%.

A Sociedade Brasileira de Cancerologia, também pediu a sanção do Projeto de Lei. A aprovação da proposta vai contribuir no barateamento do custo do tratamento, dos próprios medicamentos e ampliar as opções de recursos terapêuticos.

Com informações da assessoria do parlamentar.

Redação PROS na Câmara