Carla Dickson celebra a conquista do voto feminino

“Conquistamos o voto, mas ainda nos falta representatividade. Esta Casa precisa de mais mulheres lutando por outras mulheres. Por isso, eu convido você, mulher, que hoje pode votar: vote em quem realmente pode te representar”, ressalta a parlamentar.

24/02/2021 às 14:34:05 | Atualizada em 25/02/2021 às 13:08:54 | 215 visualizações

No dia 24 de fevereiro comemora-se o direito das mulheres ao voto. No Brasil, essa conquista foi reconhecida em 1932 e incorporada à Constituição de 1934, mas o voto era facultativo. Em 1965, tornou-se obrigatório, sendo equiparado ao dos homens.

Para a deputada Carla Dickson (RN) o direito ao voto feminino representa uma grande vitória, mas ressalta que ainda é preciso aumentar o número de mulheres no Parlamento.

“Conquistamos o voto, mas ainda nos falta representatividade. Esta Casa precisa de mais mulheres lutando por outras mulheres. Por isso, eu convido você, mulher, que hoje pode votar: vote em quem realmente pode te representar. Nós, parlamentares do PROS, temos o compromisso com as pautas femininas. Estamos aqui por você, mulher. Conquistamos o voto, agora é hora de ocuparmos o nosso lugar na política do brasil”, afirma.

A parlamentar destaca também a importância que o Rio Grande do Norte teve na luta para garantir esse direito às mulheres.

“O meu estado, o Rio Grande do Norte, teve um papel muito importante nesta conquista. Foi o primeiro a estabelecer a não distinção de sexo para o exercício do voto. A professora Celina Guimarães, de Mossoró (RN), foi a primeira eleitora da América Latina a entrar no rol das mulheres eleitoras”, explica.

Histórico

As mulheres brasileiras conquistaram o direito de votar em 24 de fevereiro de 1932, por meio do Decreto 21.076, do então presidente Getúlio Vargas, que instituiu o Código Eleitoral. Vargas chefiava o governo provisório desde o final de 1930, quando havia liderado um movimento civil-militar que depôs o presidente Washington Luís. Uma das bandeiras desse movimento (Revolução de 30) era a reforma eleitoral. O decreto também criou a Justiça Eleitoral e instituiu o voto secreto.

Em 1933, houve eleição para a Assembleia Nacional Constituinte, e as mulheres puderam votar e ser votadas pela primeira vez. A Constituinte elaborou uma nova Constituição, que entrou em vigor em 1934, consolidando o voto feminino – uma conquista do movimento feminista da época.

Redação PROS na Câmara