Dados da OCDE comprovam que educação pública brasileira não tem qualidade

Para o deputado Gastão Vieira, um dos caminhos para mudar esse cenário é transformar o Fundeb em instrumento de melhoria do ensino.

01/10/2019 às 20:52:12 | Atualizada em 02/10/2019 às 16:44:38 | 59 visualizações

Entre 40 países pesquisados, o Brasil encontra-se na 39ª posição em relação à qualidade na educação, ficando na frente apenas da Indonésia. O ranking foi elaborado com base em dados divulgados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e representa os resultados de três testes internacionais aplicados a alunos do 5º ao 9º ano do ensino fundamental.

Para o deputado Gastão Vieira (MA), o dado, infelizmente, não é nenhuma surpresa. Segundo o parlamentar, o resultado repete dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) e de outros marcadores internacionais que comprovam, a cada levantamento, que a educação pública brasileira não tem qualidade. “Nós podemos até ter experiências bem-sucedidas em alguns locais do Brasil, mas fazer um conjunto consolidado de boas experiências, isso nós estamos longe de fazer”, destaca.

Na avaliação de Gastão Vieira, um dos caminhos para mudar esse cenário é transformar o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) em instrumento de melhoria do ensino. “Não podemos repetir fórmulas antigas, que demonstram que o resultado não vem. O Fundeb, depois de 10 anos, não ajudou a educação a melhorar. Não levou a qualidade para a sala de aula. É preciso transformar essa realidade. Essa é a nossa nova luta”, afirma o parlamentar.

Os primeiros países que aparecem no ranking são Finlândia e Coreia de Sul. Os 40 países foram divididos em cinco grandes grupos de acordo com os resultados. Ao lado do Brasil, mais seis nações foram incluídas na lista dos piores sistemas de educação do mundo: Turquia, Argentina, Colômbia, Tailândia, México e Indonésia. 

Redação PROS na Câmara