Capitão Wagner defende regras de transição para profissionais da segurança pública

“Lembrando que o profissional de segurança tem expectativa de vida totalmente diferente dos demais trabalhadores por conta, justamente, do estresse laboral da atividade, que gera também uma série de problemas de saúde a esse profissional”, disse.

09/05/2019 às 16:55:36 | 218 visualizações

O deputado Capitão Wagner participou nesta quinta-feira (9) da audiência pública da Comissão de Segurança Pública que discutiu a Reforma da Previdência no que compete aos profissionais da Segurança Pública. Além de membro titular dessa comissão, Capitão Wagner é titular também na comissão especial que analisa o mérito da Reforma da Previdência (PEC 6/19).

“Registro o nosso apoio a uma série de mudanças que devem ocorrer em virtude da atuação especial do profissional de segurança. Lembrando que o profissional de segurança tem expectativa de vida totalmente diferente dos demais trabalhadores por conta, justamente, do estresse laboral da atividade, que gera também uma série de problemas de saúde a esse profissional”.

Capitão Wagner faz parte no Congresso Nacional da Bancada da Segurança Pública e da Frente Parlamentar da Segurança Pública, atualmente, a maior da Câmara dos Deputados.

“Quando você assume um cargo público, por meio do concurso público, existe um contrato entre a pessoa e o poder público. Fica complicado depois mudarmos as regras para quem está dez, quinze ou vinte anos trabalhando. E isso não só para o servidor, mas para qualquer trabalhador é complicado que tenhamos as regras alteradas”, disse Capitão Wagner.

O parlamentar defende que a atual proposta possa estabelecer regras de transição mais “suaves”, respeitando certos direitos adquiridos dos trabalhadores.

“A gente precisa ter uma transição que respeite a condição especial do profissional da segurança pública. Lembrando que nós já discutimos uma proposta de previdência, do governo Temer, que tinham regras de transição bem mais suaves do que está sendo proposto pelo governo do presidente Jari Bolsonaro”.

O parlamentar reafirmou sua independência na discussão do texto da Reforma afirmando que não faz parte da oposição ao governo de Jair Bolsonaro, mas que, no entanto, está disposto a apresentar mudanças necessárias para respeitar os profissionais da segurança pública.

Sobre críticas à atuação da oposição, Capitão Wagner foi enfático em defender o amplo debate. “E a oposição pode contribuir muito. Pode contribuir bastante apontando justamente algo que a gente não concorde, de forma respeitosa, com fiz ontem na comissão especial da Reforma da Previdência ao pontuar aspectos que eu não concordava”.

Redação PROS na Câmara