Dr. Jorge Silva apresenta estimativas sobre a incidência de câncer no Brasil em 2014

Para o deputado, o grande desafio das autoridades é universalizar as políticas públicas, especialmente quanto á prevenção e é detecção precoce da doença.

24/02/2014 às 12:00:00 | 271 visualizações

Em Plenário, o deputado Dr. Jorge Silva (Pros-ES) lembrou, nesta quarta-feira (23), o Dia Mundial de Combate ao Câncer, comemorado em 8 de abril. Ele ressaltou que, apesar de o câncer não ser necessariamente uma sentença de morte, os índices de morte pela doença no Brasil ainda são altos, muito em função do aumento da expectativa de vida, da evolução dos métodos diagnósticos e da qualidade dos sistemas de informação. 

Segundo o parlamentar, a melhoria da qualidade e a atualização, como rotina, das informações dos Registros de Câncer de Base Populacional (RCBP) e do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde são ferramentas importantes para o desenvolvimento do sistema de vigilância do câncer.

Dr. Jorge Silva destacou estimativas para 2014 do Instituto Nacional do Câncer (Inca), segundo as quais o câncer de próstata será o mais incidente entre os homens em todas as regiões brasileiras. Prevê-se o surgimento de 68.800 casos novos neste ano, com risco estimado de 70,42 casos novos a cada 100 mil homens. “E, novamente aqui, há de se ter em mente que o sistema de rastreamento aprimorou-se bastante, nos últimos anos, com o exame do PSA e o toque retal”, lembrou o deputado.

Nas mulheres, o câncer de mama em 2014 será o mais frequente, com expectativa de 57.120 novos casos e risco estimado de 56,09 casos a cada 100 mil mulheres. Nos dois casos, de homens e mulheres, não são considerados os tumores de pele não melanomas (malignos).

Ainda segundo dados do Inca, os cânceres que se colocam como os mais incidentes, em 2014, na população brasileira, além do câncer de pele não melanoma (182 mil), são os de próstata (69 mil); mama (57 mil); cólon e reto (33 mil), pulmão (27 mil) e estômago (20 mil). São números aproximados.

Já o câncer infantojuvenil (crianças e adolescentes entre zero e dezenove anos) é considerado raro, correspondendo a taxas entre 1% e 3% de todos os tumores malignos. Na maioria dos casos, informou o deputado, esses casos têm curtos períodos de latência, são mais agressivos, crescem rapidamente, porém respondem melhor ao tratamento e são considerados de bom prognóstico. 

Políticas públicas
No total, estimam-se, no ano de 2014, 394.450 ocorrências novas de câncer, excluindo-se os tumores de pele não melanoma. O grande desafio, afirmou Dr. Jorge Silva, continua sendo dar aos números consequências de ordem prática, “isto é, fazer com que caiam, na forma da universalização das políticas públicas, que precisam ser adequadas e acertadas, especialmente quanto à prevenção e à detecção precoce”.

O câncer, lembrou o parlamentar, é uma das doenças mais pesquisadas pela comunidade médico-científica do mundo. Portanto, há muito se conhecem os seus vilões causadores - cigarro, álcool, gorduras, sobrepeso, sol excessivo. E se sabe o que faz bem - exercícios físicos, alimentação rica em fibras e vegetais, vacinas. “Resta fazer com que as populações também o saibam e, mais, fazer com que as autoridades de saúde pública criem programas capazes de disseminar esse conhecimento e adotem medidas que estabeleçam prioridades, aloquem recursos de forma direcionada, estimulem as boas práticas de vida”, defendeu. 

“Mas como levar o habitante das grandes cidades a fazer exercícios físicos, se ele passa boa parte do tempo no ir e vir do trabalho, enfrentando transportes públicos deficientes e engarrafamentos colossais? Como fazê-lo consumir os melhores alimentos, se os parcos ganhos e os altos preços só lhe permitem comprar o essencial, e o mais barato, para a subsistência?”, questionou.

Para Dr. Jorge Silva, há muitas outras questões que as políticas públicas poderiam resolver, mas não resolvem. Uma delas, citou, diz respeito à distribuição e fiscalização no uso de protetor solar pelo trabalhador que, devido à natureza da atividade, fica permanentemente exposto ao sol, como os pescadores, carteiros e pessoal da construção civil. O deputado entende que de nada adiantam os ganhos econômicos e a mobilidade social, sem que se melhorem os números da saúde.

Redação PROS na Câmara

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