Policiais militares deixaram de acreditar na Câmara e na presidente Dilma, afirma Major Fábio

Deputado comentou, em Plenário, greve de policiais militares na Bahia e falou da dificuldade que a categoria tem para reivindicar melhores salários.

23/04/2014 às 12:00:00 | 209 visualizações

Ao comentar a greve dos policiais militares na Bahia, encerrada no último dia 17, o deputado Major Fábio (Pros-PB) afirmou, em Plenário, que “os policiais e bombeiros militares do Brasil não têm como reivindicar, porque não podem fazer greve, não podem ter sindicatos, não podem nem se filiar a partido político”. No entanto, avaliou o parlamentar, a categoria deixou de acreditar na possibilidade de melhora salarial. “O policial militar não pode nem mais acreditar, porque a presidente Dilma prometeu, no seu programa de governo, o piso nacional dos policiais. Esta Casa votou o primeiro turno da PEC 300. E vários policiais morreram nessa luta, enfartaram com o descrédito nesta Casa”, relatou.

Segundo informou o deputado, os policiais acreditaram na presidente Dilma e na Câmara. “Mas, até agora, a presidenta não chamou ninguém para conversar e o presidente desta Casa nem olha mais nos meus olhos”, criticou.

Para Major Fábio, a prisão do vereador Marco Prisco, líder da greve da PM na Bahia, evidencia a dificuldade da categoria de reivindicar. “Não quero aqui contestar decisão da Justiça, mas prender um vereador de Salvador, ex-policial militar, diretor da Aspra [Associação de Policiais e Bombeiros e seus Familiares do Estado da Bahia], associação que faz parte do Conselho Nacional de Segurança Pública? Era para ele estar na Câmara, defendendo o povo de Salvador e da Bahia”, afirmou.

Prisco foi preso na tarde de sexta-feira (18), em Costa do Sauípe (BA) pela Polícia Federal, com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Aeronáutica. Ele foi levado a Salvador e, de lá, para Brasília, onde segue preso no Complexo da Papuda.

Redação PROS na Câmara

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