Não voto proposta que retira direitos de servidores e aposentados, diz Weliton Prado

Em entrevista, o deputado disse ser inadmissível aceitar a proposta do governo Michel Temer para reformar a Previdência.

12/12/2017 às 12:38


Em entrevista na última sexta-feira (8) para o programa “Jogo Rápido” da Rádio Câmara, o deputado Weliton Prado (PROS-MG) provocou a população a pressionar os deputados para que rejeitem a nova proposta de reforma da previdência enviada pelo governo de Michel Temer.

Confira abaixo a transcrição.

Jogo Rápido com o deputado Weliton Prado sobre a reforma da previdência.

A proposta continua com a mesma maldade, mesma injustiça e incoerência, jogando os problemas do país nas costas dos mais pobres e dos servidores públicos. A gente sabe que isso não é realidade e não é verdade. Os trabalhadores não são responsáveis pela crise que o país se encontra e o governo teria vários outros mecanismos para resolver o problema da previdência. Pode taxar a sonegação; cobrar das grandes fortunas; taxar os bancos, fazer auditoria da dívida pública; só com D.R.U (Desvinculação das Receitas da União) 30% delas os governos, nos níveis federal, estadual e municipal, desviam da previdência para outras áreas. E esse é que é o problema da previdência social.

O problema da previdência social é que o governo pega o recurso dos servidores. Então, há vários mecanismos para resolver e não jogar nas costas do trabalhador, do servidor.

Essa proposta não pode passar. Não vamos aceitar de maneira alguma. Eu tenho compromisso público, inclusive registrado em cartório e não voto nenhum projeto que retire direitos de servidores, dos aposentados ou que aumente imposto para as pessoas mais pobres. E não vamos aceitar de maneira alguma nenhum direito a menos. E a mobilização tem que continuar.

E eu sempre digo, Parlamento é igual feijão: funciona na pressão. E a pressão é mobilização. Tem que continuar em todos os cantos do País, nos aeroportos, aqui na Câmara, nos municípios. A população realmente está indignada e tem que continuar se indignando mais ainda. E temos certeza absoluta que não vamos deixar passar essa reforma da previdência.

Não à reforma da previdência. Nenhum direito a menos.

Redação/PROS na Câmara