A pedido de Weliton Prado, comissão inclui Asmirg-BR em debate sobre aumento do gás

“A Associação Brasileira dos Revendedores de GLP tem atuado contra os abusos praticados que tanto penalizam o consumidor”, diz Prado.

22/11/2017 às 16:24


A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara aprovou nesta quarta-feira (22) o requerimento de autoria do deputado Weliton Prado (PROS-MG) para a inclusão do presidente da Associação Brasileira dos Revendedores de GLP (Asmirg-BR), Alexandre José Borjaili, entre os convidados para a Audiência Pública, destinada a discutir as implicações aos consumidores da alta do gás de cozinha no Brasil. “A entidade tem atuado contra os abusos praticados que tanto penalizam o consumidor”, diz Prado.

Na última reunião do colegiado, Weliton Prado fez um duro discurso questionando os sucessivos aumentos no preço do gás repassados aos consumidores.

A constante alta nos preços, explica Prado, impacta diretamente na renda familiar do brasileiro, especialmente nas camadas mais pobres da população.

“São aumentos abusivos. E muito, mais do que isso, é um contrassenso, demonstrando que novamente tudo recaí nas costas e no bolso do consumidor. O presidente Temer já anunciou, pela segunda vez, a redução do salário mínimo para 2018”, disse Prado.

Na oportunidade, o parlamentar subscreveu o Requerimento 200/17, de audiência pública, em que convida o ministro de Minas e Energia e outros convidados para dar explicações sobre o assunto.

Entenda

A Petrobras explica que o aumento é calculado de acordo com a política de preços divulgada em junho deste ano, e reflete “principalmente, a variação das cotações do produto no mercado internacional”. A companhia acrescentou que, como a legislação brasileira “garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados”, as revisões feitas nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor.

Weliton Prado discorda da política adotada e, assim como os demais pares do colegiado, querem entender as razões com as quais o governo trabalha para justificar a escalada de preços do gás.

“Os consumidores mais pobres sempre são os mais prejudicados por essa política. O consumidor, além de pagar o gás mais caro na sua casa, acima de R$ 60, ele também é prejudicado também porque o setor de serviços, no comércio, repassa os custos desses aumentos ao consumidor final”, afirmou Prado.

Data

Oportunamente, a comissão divulgará local, data e hora para a realização da audiência pública. Além do Ministério de Minas e Energia, o requerimento é destinado também a convidar representantes da Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor e da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás (Abegás).

Redação/Pros na Câmara