Bosco Costa propõe tabela nacional de valores no transporte rodoviário de cargas

“Outro problema é que, sem fiscalização, menos de 15% dos fretes têm o registro necessário na ANTT", afirmou o deputado Bosco Costa.

25/10/2016 às 12:00:00 | 76 visualizações

O deputado Bosco Costa (Pros-SE) deu como lido o pronunciamento desta segunda-feira (24) no qual faz um alerta ao governo federal sobre a precariedade em que se encontra o setor do transporte rodoviário de cargas do País. A incidência de diversos impostos, a precariedade da malha viária nacional, os valores de fretes defasados e a ausência de fiscalização estão entre os pontos questionados pelo deputado.

Além disso, o deputado Bosco Costa propõe a criação de uma tabela nacional com valor mínimo de frete e vale-diesel para o setor, na qual subsidiará os caminhoneiros quanto ao valor dos serviços prestados e a renda a ser complementada no salário, como também facilitará a fiscalização pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Frete

Com relação ao frete rodoviário, Bosco Costa diz que mesmo com a multiplicação de pedágios e concessões e os preços cada vez mais caros do óleo diesel, o custo ainda é o mais vantajoso. “Alternativas limitadas como hidrovias e ferrovias, ou caríssimas, como o transporte aéreo, fazem do modal rodoviário, de longe, o mais barato e popular, ainda que em condições terríveis em muitos trechos”, defendeu Costa.

Para o parlamentar, o frete utilizado no transporte está cada vez mais defasado do seu objetivo que é remunerar “correta e dignamente o caminhoneiro”. O parlamentar defende, ainda, a atualização nos valores atuais do frete frente ao desequilíbrio do mercado, ou seja, da oferta e da procura pelos serviços. “Outro problema é que, sem fiscalização, menos de 15% dos fretes têm o registro necessário na ANTT para garantir que o caminhoneiro receba, além do valor do transporte, verbas como pedágio”, explicou o deputado.

Dados

“Falar sobre os caminhoneiros brasileiros é quase uma oração de Graças ao Senhor pela sua existência. Percorrem o país de ponta a ponta, viajam nas mais perigosas estradas da América do Sul, vivem riscos constantes de assaltos nas rodovias e acidentes fatais devido à má conservação das estradas, sem contar com as intempéries”, afirmou Costa.

A malha rodoviária do País, segundo dados do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), tem cerca de 1.600.000 km, sendo um pouco mais de 72 mil km de rodovias federais. Em 2015, estudo da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) avaliou 100 mil km de rodovias do Brasil e concluiu que, ao longo de 20 anos, os investimentos destinados à área se mostraram insuficientes para assegurar a qualidade em larga escala de nossas rodovias.

Redação PROS na Câmara

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