George Hilton diz que não aprovará ajuste fiscal que reduza gastos com saúde e educação

“Por que o governo federal não começa cortando os gastos em publicidade institucional e com os repasses ao fundo partidário?", questionou Hilton.

24/10/2016 às 15:40:00 | 148 visualizações

O segundo turno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/16, conhecida como do Teto de Gastos, é o destaque do Plenário desta última semana de outubro, com sessões marcadas até a quarta-feira (26). O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, anunciou que a votação deve acontecer nesta terça-feira (25).

Aprovada em primeiro turno no dia 11 deste mês, a PEC 241/16 limita as despesas primárias do governo federal (aquelas não destinadas ao pagamento de juros), pelos próximos 20 anos, ao valor gasto no ano anterior mais a correção pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do período de junho do ano retrasado a julho do ano anterior.

Em entrevista, o deputado George Hilton (Pros-MG) disse não ser contra um possível ajuste fiscal no qual o país busque um reequilíbrio das contas públicas. “Eu não sou contra que se busque alternativas para equacionar o déficit existente nas constas públicas. Não sou contra que se limitem os gastos públicos”, disse.

O parlamentar afirmou, no entanto, que não admitirá propostas que atentem contra serviços essenciais à população, como a saúde e educação. “Sou contra um ajuste que afete áreas essenciais para o País, como a saúde e a educação. Sou contra a estagnação dos salários dos servidores, que valorosamente fazem com que a máquina pública funcione em suas mais diversas esferas”, defendeu Hilton.

Entre as soluções para reduzir os gastos públicos da União, George Hilton defende corte em setores do próprio governo. “Por que o governo federal não começa cortando os gastos em publicidade institucional e com os repasses ao fundo partidário, que do início do ano até agora já ultrapassam os R$ 2 bi? Multiplique isso por 20 anos. É preciso ter responsabilidade em votar propostas que mexam com a vida de toda a população”, afirmou.

Tramitação

Em segundo turno, poderão ser apresentados destaques supressivos de partes do texto. Após análise em segundo turno, a PEC segue para a apreciação do Senado Federal.

Redação PROS na Câmara

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