George Hilton conta como foi participar da organização dos Jogos Rio 2016

Ex-ministro do Esporte, o deputado federal George Hilton (Pros-MG) comandou a pasta por mais de um ano.

02/08/2016 às 17:01:00 | 199 visualizações

23 de Julho de 2015 - Min George Hilton durante entrevista na sala de reunião. Foto: Roberto Castro / ME

Foto: Roberto Castro / ME

Baiano de nascimento e mineiro de coração, o deputado implantou sua forma de gestão em mais de um ano à frente do Ministério do Esporte para impulsionar o evento em todo Brasil.

Na próxima sexta-feira, dia 5 de agosto, acontece no Maracanã, a cerimônia de abertura dos Jogos Rio 2016. Há pouco menos de 7 anos, a cidade do Rio de Janeiro era eleita em Copenhague, na Dinamarca, como sede dos Jogos Olímpicos de Verão de 2016.

À época, quase ninguém tinha ideia do impacto que o megaevento esportivo teria sobre a capital fluminense e o restante do País. Inclusive George Hilton, que em 2009 já ocupava seu quarto mandato em uma das cadeiras do parlamento brasileiro como deputado federal e ainda não cogitava ser ministro do Esporte.

“Ser responsável por grande parte da organização dos Jogos no Rio não foi algo que passou pela minha cabeça quando ouvi a notícia de que o Brasil seria sede da Olimpíada”, conta. “Mas, quando recebi o convite, da então presidente Dilma Rousseff, para ser ministro do Esporte, o desafio me impulsionou, assim como a disputa de uma final olímpica entusiasma um atleta”, confidencia George Hilton.

E com a preocupação de executar os melhores Jogos Olímpicos que o Brasil merece, o então ministro iniciou os trabalhos com a vistoria, acompanhamento e visita dos principais equipamentos e espaços públicos onde acontecerão as competições. Foram inúmeras obras e inaugurações de núcleos esportivos Brasil afora. Houve investimento na construção de 249 Centros de Iniciação ao Esporte (CIE) em 238 cidades.

Essas unidades oferecem 13 modalidades olímpicas, seis paralímpicas e uma não-olímpica (futsal). Foram entregues 17 pistas de atletismo, instaladas em todas as regiões do País, além de 12 Centros de Treinamento em diversas modalidades em diferentes cidades do Brasil. Destaque também para a organização do Tour da Tocha, que contou a participação de 330 cidades brasileiras, levando o fogo olímpico a todos os estados do País. George Hilton visitou 25 estados brasileiros para fechar esta programação.

Outro esforço que teve resultado foi a busca pela reacreditação do Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem. Em maio de 2015, George Hilton tratou pessoalmente, junto a Agência Mundial Antidopagem (WADA), no Canadá os detalhes para que o laboratório brasileiro, localizado na Universidade Federal do Rio de Janeiro, passasse a ser reconhecido pela agência como e pudesse ser o responsável pelos exames durante os Jogos Rio 2016.

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Foto: Divulgação/ME

Além dos olhos

Durante o período que esteve ministro do Esporte, George Hilton sempre enfatizou a necessidade de se pensar nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro como uma oportunidade de transformar o Brasil por meio da prática esportiva. “Esse é o legado imaterial, que muitas vezes as pessoas não enxergam diretamente, mas que estão totalmente ligados à Olimpíada e ao esporte em geral”, explica o deputado.

O intercâmbio de culturas fará parte do legado imaterial deixado ao País, aliado a outros benefícios, como o incentivo à prática de esportes por crianças e adolescentes, motivadas pelas novas estruturas que terão à disposição em todo o país por meio da Rede Nacional de Treinamento.

“Não tenho dúvidas de que o comércio cresce, a indústria produz mais, você gera empregos, há empresas estrangeiras vindo para o país e todo um interesse de investimentos, mas acho que o grande ganho é cultural, é passar experiências”, completa George Hilton, acrescentando que “o meu desejo hoje é de que nossos atletas brilhem nas arenas, campos, quadras, pistas e tantos outros locais de competição durante os jogos. Torço para que todos consigam dar o máximo de si e que nós na torcida possamos acompanhar um grande evento em nosso país. Esse é o verdadeiro espírito olímpico, o da União! ”.

 

Redação PROS na Câmara

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