Ronaldo Fonseca esclarece crítica à proposta de cotas para mulheres no Legislativo

De acordo com Ronaldo Fonseca, “as cotas no Legislativo” contradizem a própria realidade brasileira, cuja população é formada em sua maioria por eleitores do sexo feminino.

07/06/2016 às 22:23:00 | 238 visualizações

Durante a apreciação, nesta terça-feira (7), pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara, da Proposta de Emenda à Constituição 134/15, que reserva percentual mínimo de representação para mulheres no Poder Legislativo, o líder do Pros, deputado Ronaldo Fonseca (DF), manifestou-se contrário ao relatório apresentado no colegiado.

De acordo com Ronaldo Fonseca, “as cotas no Legislativo” contradizem a própria realidade brasileira, cuja população é formada em sua maioria por eleitores do sexo feminino.

“O maior número de eleitores é de mulheres. E porque as mulheres não escolhem as mulheres para serem representadas aqui? Por que temos que estabelecer uma cota? Isso é uma ofensa às mulheres que votam”, disse.

O congressista fez um apelo para que não fosse mal interpretado quanto à sua posição no colegiado, ou seja, colocando-o contra as políticas públicas a determinadas minorias. “É justo o pleito das mulheres, mas, ao mesmo tempo, eu questiono algumas coisas. Há oitenta anos as mulheres possuem direito de votar. Desde de 1932, parcialmente, pois havia algumas regras, como renda e ser casada. Mas em 1934, felizmente, isso mudou e deu o pleno direito às mulheres”, explicou Fonseca.

O parlamentar ressalta que jamais foi contra qualquer melhoria a favor de minorias. “Tudo que pudermos fazer para que minorias alcance seu espaço, nós faremos; assim como aqueles que não estejam totalmente representados ou se julguem não estarem totalmente representados também tenham seu espaço”, afirmou.

Fonseca disse não estar totalmente convencido das cotas e, portanto, finalizou declarando seu voto contrário ao parecer. “Eu tenho muita dificuldade de admitir cotas, pois todos são iguais perante a lei, segundo a Constituição de 88. Nesse país, quando estabeleço cota, eu estou admitindo que há alguém inferior. Eu não posso admitir que nós temos cidadãos de segunda categoria. Não é o caso das mulheres”, concluiu. 

Redação PROS na Câmara

Sem tags