Ronaldo Fonseca critica política do “quanto pior, melhor”, fala do estupro da adolescente no Rio e conclama seus pares para, em um espírito nacionalista, lutar pelo País

O deputado Ronaldo Fonseca (DF), líder do Pros na Câmara, fez uso da palavra nesta terça-feira (31), no Grande Expediente da Casa, para expor sua indignação com relação ao atual cenário político-econômico brasileiro.

02/06/2016 às 19:22:00 | 301 visualizações

O deputado Ronaldo Fonseca (DF), líder do Pros na Câmara, fez uso da palavra nesta terça-feira (31), no Grande Expediente da Casa, para expor sua indignação com relação ao atual cenário político-econômico brasileiro. Seu discurso permeou-se de reflexões e soluções para crises atuais. Contextos sociais também fizeram parte da explanação do parlamentar, como o recente estrupo da adolescente de 16 anos no Rio de Janeiro.

Reflexão

Ao iniciar seu discurso, o parlamentar chamou os telespectadores, ouvintes e parlamentares presentes, para uma reflexão quanto ao atual cenário político-econômico pelo qual passa o País.

“O momento que estamos vivendo em nosso País merece uma reflexão sincera e objetiva. O que fizeram com o nosso país? Nós assistimos, perplexos, o caminho para o qual o nosso país foi levado”, disse.

Fonseca destacou que, diferentemente de países que são assolados por desastres naturais, o povo brasileiro sofre com a corrupção. De acordo com o parlamentar, a corrupção é um tumor no qual alguns políticos insistem em propagá-lo.

“Nós temos, sim, aqui, uma doença que insiste em permanecer, um tumor que insiste em não desaparecer. E todos nós estamos vendo para onde a corrupção tem levado a nossa Nação”, disse o parlamentar complementado o raciocínio com a citação bíblica “feliz é a nação cujo Deus é o Senhor”.

Estupro

O estupro coletivo de uma jovem de 16 anos na zona oeste do Rio de Janeiro, na semana passada, provocou comoção no País. Inconformado, Ronaldo Fonseca dedicou parte de exposição para manifestar seu repúdio àqueles que insistem em esconder os fatos diante do crime cometido.

“Isso tem mexido conosco, porque uma menina de 16 anos — e alguns insistem em dizer que o caráter dessa menina era pouco legítimo, um pouco desviado —, uma criança sofreu uma violência brutal como essa! Nós não temos que buscar argumentos para justificar que essa menina, como vítima, foi culpada de sofrer essa violência”, disse.

À frente de discussões sobre o núcleo familiar na Câmara dos Deputados, Fonseca repudiou a violência contra a jovem. Ele ressaltou sua defesa incondicional em torno da família brasileira.

“Vejam que, ao estuprarem e violentarem essa menina, é como se as famílias brasileiras também estivessem sendo violentadas, porque essa menina, sim, representa base da sociedade, o berço da educação, a célula mater da sociedade: a família”, afirmou.

Sexualidade antecipada

O deputado federal mencionou, ainda, que grupos organizados insistem na ideia de antecipar, em escolas primárias, a sexualidade de crianças.

“Esse fato precisa ser visto por todos nós, porque está apontando para a desgraça do nosso País, quando nós assistimos a insistência de provocar a sexualidade antecipada na vida das crianças em nossas escolas”.

De acordo com o líder, existe uma agenda preparara nesse sentido. “Nós já denunciamos, desta tribuna, que um governo de esquerda, com sua agenda de esquerda, insistiu em levar para dentro das nossas escolas a antecipação da sexualidade das nossas crianças”, criticou Fonseca.

Corrupção

Na esteira do pensamento coletivo de combate à corrupção, o deputado Ronaldo Fonseca citou ainda os recentes desdobramentos da operação Lava Jato, afirmando que, felizmente, a operação, comandada pela Polícia Federal, está sem controle. “Alguns estão querendo até manobrar, segurar, travar a operação. A Lava Jato estás em controle. Felizmente, a Lava Jato está sem controle”, ressaltou.

Golpe

Fonseca criticou políticos que insistem em caracterizar o processo de impeachment da presidente afasta Dilma Rousseff como golpe. Na opinião do congressista, as acusações são levianas e vão de encontro ao processo democrático e constitucional ocorrido na Casa.

“Agora eu estou vendo a atual oposição, que teve o governo da presidente afastada, dizer que foi houve um golpe. A todo momento, querendo desestruturar o governo interino. A todo custo, querem desmoralizá-lo e desestruturá-lo, mas não estão pensando no País”, criticou.

“Quanto pior, melhor”

Entre críticas e sugestões, o líder do Pros exigiu de seus pares mais responsabilidade e, principalmente, compromisso no combate à corrupção.

“A corrupção está em alta, mesmo havendo julgamento e prisão para os corruptos. A classe política está plenamente desacreditada pela sociedade, que não dá a mínima para ela, exatamente porque, num momento como este, nós estamos afundando mais ainda a nossa categoria, por querer o quanto pior melhor e por não ter responsabilidade com o Brasil, com o nosso País”, disse.

Atualmente, mais de 11 milhões de pessoas encontram-se desempregadas. Nesse contexto, Fonseca diz que há aqueles que apostam em um cenário de “quanto pior, melhor”, para desestruturar o País, o atual governo e as ações políticas.

“Nós temos que salvar o Brasil, minha gente! Nós precisamos trazer de volta o País que todos nós queremos, não este País que está aí com 11 milhões e 400 mil desempregados. Não é este o País que nós queremos!”, afirmou Fonseca.

Combate à corrupção

Antes de finalizar, conclamou os deputados a unirem-se em prol do crescimento econômico, do combate à corrupção e do espírito nacionalista.

“O Brasil está em busca de homens e mulheres que queiram realmente representá-los, que queiram realmente fazer a diferença. Neste novo momento, neste novo tempo que estamos vivendo, nós temos que ter responsabilidade com o Brasil, e é necessário que todos estejamos juntos para fazer a diferença”, finalizou.

Redação PROS na Câmara

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