Ronaldo Fonseca diz que investigará uso irregular de dinheiro público pela UNE

O deputado federal Ronaldo Fonseca (DF), líder do Pros na Câmara, participou nesta terça-feira (10) de entrevista à TV Câmara sobre a criação da CPI que investigará o uso de recursos públicos pela UNE.

10/05/2016 às 18:09:00 | 179 visualizações

O deputado federal Ronaldo Fonseca (DF), líder do Pros na Câmara, participou nesta terça-feira (10) de entrevista à TV Câmara, na qual se discutiu a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigará o uso irregular de recursos públicos pela União Nacional dos Estudantes (UNE) em convênios com o governo federal.

De acordo com investigação do TCU, a UNE firmou convênios irregulares com o governo federal e com a União Municipal de Estudantes Secundaristas (UMES) de São Paulo. Nesse contexto, segundo o procurador do Ministério Público junto ao TCU, Marinus Marsico, foram identificadas notas fiscais frias na contabilidade da UNE, as quais foram usadas para comprovar gastos da entidade.

Debate na TV

Além do líder do Pros, o deputado Leo de Brito (PT-AC) também foi convidado a contrapor na discussão sobre o tema no programa Brasil em Debate, da TV Câmara.

Ronaldo Fonseca, membro indicado da CPI, disse que seguirá junto ao colegiado nas investigações sobre o uso irregular de dinheiro público. "Pedi para fazer parte da CPI, pois avalio ser muito importante mostrar a verdadeira face da União Nacional dos Estudantes, cuja receita é formada por vultosos recursos públicos recebidos do governo federal", disse Fonseca.

O parlamentar convidado Léo de Brito disse, no entanto, que a CPI está servindo de instrumento político, já que a UNE sempre tem se posicionado nos maiores eventos relacionados à política brasileira. “Isso acaba incomodando diversos setores do País, por isso existe um movimento muito forte no qual se tenta criminalizar movimentos sociais", disse Leo de Brito.

Fonseca rebateu as alegações de Leo de Brito, resgatando o papel de investigação próprio dada pela Constituição Federal às CPIs. "Não estou aqui para criminalizar movimentos sociais. Estou aqui para contribuir com as investigações já iniciadas pelo Ministério Público União e pelo Tribunal de Contas da União".

Ainda de acordo com Leo de Brito, a UNE possui recursos próprios, os quais são destinados a ações específicas. "O dinheiro arrecadado é usado em Congressos e Bienais culturais. Estão querendo intimidar e calar a UNE", disse o parlamentar.

Já Ronaldo Fonseca contesta a versão dada de que o dinheiro é usado apenas para eventos culturais. “A própria investigação aponta uso do dinheiro para a compra de bebidas alcóolicas. Quem luta pelos estudantes não tem medo de CPI e, sim, estaria aqui ressaltando os valores e ações dessas entidades", finalizou Fonseca.

O que será investigado

Criada na quarta-feira (4) após aprovação no Plenário da Câmara, a CPI contará com 31 parlamentares titulares e igual número de suplentes. De acordo com requerimento de apresentação, a CPI terá foco em seis aspectos principais:

I – aplicação dos R$ 44,6 milhões recebidos a título de indenização da União Federal pelos danos sofridos na ditadura militar; II – os valores aplicados para a construção de um edifício comercial de 12 pavimentos na Praia do Flamengo, Rio de Janeiro; III – participação da UNE no lucro do empreendimento previsto no item anterior; IV – a arrecadação e o destino da receita proveniente da confecção das carteiras de estudante nos últimos cinco anos; V – convênios da União Federal com a UNE no período 2006 a 2010; e VI – os convênios da União Federal com a UNE no período 2011 a 2016 para apurar o uso irregular de receita pública.

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Redação PROS na Câmara

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